desonestidade no trabalho

Como lidar com a desonestidade no trabalho?

Um ambiente profissional saudável exige que os colaboradores envolvidos façam o seu papel para promover um bom relacionamento entre a equipe e clientes. Por isso, não há espaço para desonestidade no trabalho em empresas comprometidas com o resultado.

Entretanto, as atitudes desonestas não são apenas aquelas que está no cotidiano dos noticiários brasileiros como corrupção, roubos e mentiras.  Algumas ações mais simples e não tão difíceis de se ver no mundo corporativo se enquadram nessa categoria.

Além de atrapalhar o negócio da empresa em questão, essas atitudes geram desconforto no dia a dia de todos os colaboradores.

Também causam prejuízo para o futuro da carreira profissional do desonesto. Isso porque, dependendo do caso, o colaborador pode até ser demitido por justa causa. A desonestidade no trabalho pode ainda terminar em processos trabalhistas e até mesmo criminal.

Quer saber mais sobre o tema? Preparamos esse conteúdo exclusivo para sua empresa. Confira!

Seis atitudes para compreender a desonestidade no trabalho

Para que sua empresa e seus colaboradores entendam melhor as consequências da desonestidade no trabalho, listamos seis atitudes que podem prejudicar o ambiente corporativo.

  • Não zelar pela reputação da companhia;
  • não cumprir com suas obrigações;
  • excesso de competitividade;
  • quebra de sigilo;
  • uso indevidos de recursos;
  • assédio.

Fique atento às ações comentadas a seguir para ter mais sucesso em sua carreira profissional. 

Não zelar pela reputação da companhia

Fazer parte de uma equipe e de uma companhia exige que você zele pelo relacionamento e reputação desse ambiente. Por isso, atitudes como depreciar a imagem da empresa configura desonestidade no trabalho.

Engana-se quem pensa que apenas falar mal do local de trabalho é uma maneira de prejudicar a reputação. Para prezar pela imagem da companhia, é necessário manter a ética e, principalmente, a postura adequada no ambiente profissional.

Se você liga com o público direto, a forma como trata o cliente está diretamente relacionada ao modo como esse cidadão vai enxergar a seriedade da instituição. O mesmo vale para a relação com fornecedores e parceiros, por exemplo.

Por isso, ao falar negativamente sobre a empresa onde trabalha, ao reclamar sobre os acontecimentos do dia ou ignorar aquela saudação feita pelo cliente, a reputação é prejudicada.

Portanto, é essencial que os colaboradores zelem pelo bom comportamento e evitem falar mal da empresa.

Por outro lado, cabe a empresa também se dar o respeito e manter uma relação ética e justa com seus profissionais, sem exceder os limites. Para que assim, não acabe estimulando esse tipo de mal comportamento dos colaboradores.

Não cumprir com suas obrigações

Ao escolher um novo colaborador, a companhia espera uma série de atitudes, entre elas, o cumprimento do job description, ou seja, a relação das atribuições deste funcionário. Não exercer com suas obrigações é um exemplo de desonestidade no trabalho. 

Quando um colaborador não realiza as suas atividades corretamente, todo o processo da companhia fica prejudicado. Os prejuízos nesse caso podem não apenas gerar atrito com os demais integrantes da equipe, mas também atrapalhar os lucros da empresa.

Às vezes, esse comportamento inicia quando o funcionário não está satisfeito com as condições de trabalho, como o valor do salário. Nessas situações, o mais honesto a fazer é renegociar valores ou os benefícios.

Além disso, o mal-estar com os outros colaboradores é certo, já que ninguém gosta de se sentir lesado pela falta de comprometimento de um colega.

Em artigo recente, “Como engajar os colaboradores: estratégias que geram resultados para as empresas”, falamos sobre a importância do engajamento nos resultados.

 

Excesso de competitividade

No ambiente profissional, a competitividade pode até ser vista como incentivo para que os funcionários batam suas metas, por exemplo. Entretanto, a rivalidade em excesso pode criar hábitos não tão positivos e causar a desonestidade no trabalho.

Estudos de pesquisadores israelenses indicam que a vontade de vencer o oponente, nesse caso, o colega de profissão pode gerar atitudes de desonestidade no trabalho. 

E o pior, ao vencer uma competição, esse profissional fica ainda mais motivado para realizar atitudes duvidosas.

Esse comportamento costuma gerar atritos entre os colaboradores que se enxergam em uma competição, podendo gerar prejuízos, inclusive financeiros para a empresa.

É claro que ao cometer ilegalidades, mesmo que seja em benefício da companhia, o profissional pode sofrer as consequências. A demissão por justa causa é uma delas.

Nesse caso a empresa tem por responsabilidade aplicar com frequência pesquisas de clima que contribuam para uma avaliação do ambiente organizacional. Pois, assim podem-se antecipar e até mesmo evitar desentendimentos e brigas entre os profissionais.

Quebra de sigilo

Muitas companhias trabalham com contratos de confidencialidade com seus clientes. Na maioria das vezes, esse acordo se estende também aos colaboradores. Por isso, a quebra de sigilo de assuntos corporativos também é considerada desonestidade no trabalho.

Nem sempre ao contar uma informação confidencial, o colaborador tem a intenção de prejudicar a instituição a qual representa. Contudo, mesmo o comentário mais inocente para um familiar pode prejudicar os negócios da companhia.

Nos casos em que esse acordo está firmado em contrato assinado, as implicações para o colaborador podem chegar à demissão por justa causa.

 

Uso indevido de recursos

O termo uso indevido de recursos da instituição pode remeter a roubo de dinheiro, por exemplo. Porém, alguns comportamentos considerados comuns pela maioria dos trabalhadores também se enquadram nessa categoria.

 Imprimir documentos pessoais na impressora e fazer ligações pessoais no telefone comercial são apenas alguns exemplos. Tudo isso são pequenas atitudes simples, mas que podem ser um sinônimo de desonestidade no trabalho.

 Os prejuízos para a empresa nesses casos são financeiros, já que recursos adquiridos para a execução de demandas corporativas são desperdiçados no uso pessoal dos funcionários. Dependendo da forma de atuação da companhia, o RH pode punir o colaborador.

Assédio

Um tipo mais grave de desonestidade no trabalho são os casos de assédio, moral ou sexual, dentro do ambiente corporativo. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os casos só aumentam.

Entre 2015 e 2017, os processos por assédio moral cresceram 28% na Justiça do Trabalho.

As duas formas de assédio geram consequências no âmbito trabalhista, podendo prejudicar o assediador e a empresa. Além disso, a vítima também pode denunciar o assediador na vara criminal.

A companhia, certamente, por meio de processo trabalhista, também pode solicitar a demissão por justa causa do funcionário acusado.

Como pode conferir, manter uma atitude honesta e ética no trabalho está muito além do que as premissas de não mentir ou prejudicar o empregador. Pequenas ações podem transformar o local de trabalho e ajudar a construir um ambiente corporativo mais agradável.

 

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