custeio ABC

Custeio ABC: saiba o que é e como aplicar esse método!

Custos de produção podem colocar muita coisa a perder nas empresas. Afinal de contas, o equilíbrio se faz necessário para que as despesas não ultrapassem os rendimentos, garantindo contínua lucratividade.

Para tanto, existem diversos métodos que ajudem a compor uma saúde financeira inabalável. E um deles é o custeio ABC — também conhecido como Custeio Baseado em Atividades —, que pode ser de grande auxílio para o monitoramento dos seus profissionais contábeis.

Para ajudar, neste post vamos explicar o que e o custeio ABC e também explorar todas as suas virtudes e aplicações. Confira, logo abaixo!

O que é o custeio ABC?

Como destacamos, existem diversos métodos de custeio (como custeio por absorção, custeio integral e custeio variável, como veremos adiante um pouco sobre cada). E é importante conhecê-los para saber quando — e onde — aplicá-los a fim de obter resultados precisos e em conformidade com os seus objetivos.

No caso do custeio ABC, estamos falando de um método cujo princípio reside na concepção de que os custos corporativos são gerados pelas suas atividades desempenhadas. Como resultado, espera-se que seja possível analisar o espectro sem incluir, acidentalmente, despesas e outros custos indiretos não relacionados ao trabalho em si.

Para facilitar, vamos ver um exemplo: com base em uma empresa que comercialize cadernos, é importante saber quais são os custos associados à produção de cada unidade, exclusivamente, não adicionando outros gastos que nada têm a ver com o processo produtivo.

Ficou mais claro agora? Mas não se preocupe, porque ainda vamos explorar a ideia do custeio ABC de diversas maneiras, e você vai finalizar este artigo sem nenhuma dúvida a respeito.

Por que o custeio ABC é usado?

Como destacamos, ele ajuda a agregar mais precisão aos custos associados à solução de sua empresa. Entretanto, o método é aplicado com o intuito de rastrear essas despesas em particular, para que a geração de receitas e a lucratividade sejam muito bem desenhadas a partir da precificação dessa solução.

É que outros métodos podem gerar distorções no valor final. E é fundamental ter os dados mais confiáveis à sua disposição, a fim de usá-los de maneira estratégica e precisa.

Não por menos, o custeio ABC surgiu justamente para suprir essa carência — a metodologia foi idealizada e desenvolvida pelos professores Robert Kaplan e Robin Cooper. Para muitos, o conceito é tido como uma evolução dos outros métodos de medição de custos. 

No geral, essa nova possibilidade passou a ser ventilada pelos especialistas acima uma vez que, com o desenrolar dos anos, novas variáveis foram aplicadas ao dia a dia, como:

  • aumento na participação dos custos indiretos dentro dos custos totais de uma solução;
  • aumento da diversificação de processos na confecção de produtos.

Os mesmos tipos de cálculos usados até então, portanto, ficaram defasados ou, por assim dizer, menos precisos no resultado que promoviam. Só que — e é importante frisar — o custeio ABC ainda não é um método aceito pela legislação vigente (tanto a societária quanto a fiscal). 

Então, essa metodologia é comumente usada para a gestão interna e o controle dos seus próprios processos administrativos. É uma boa maneira de usar esse conceito para estabelecer um planejamento orçamentário e prestar contas.

Por falar em prestação de contas, temos um post que explica, detalhadamente, como a sua empresa pode obter um melhor aproveitamento dos seus recursos. Para isso, confira nosso artigo sobre como reduzir custos fixos na empresa — e leia assim que finalizar este artigo!

Quais são os outros métodos?

Antes de seguirmos falando sobre o custeio ABC convém explorar rapidamente os outros métodos para que você entenda como cada um deles é aplicado — e pode servir para as suas necessidades!

Custeio por absorção

Ele também é conhecido como Custeio Integral ou Custo Integral. O nome se dá por conta da absorção dos custos fixos, no custo final das soluções oferecidas pela empresa, e usa todas as despesas relativas para custear o preço de fabricação, portanto.

Isso vale, inclusive, para os custos diretos e indiretos — os populares fixos e variáveis. Os empreendedores usam esse tipo de método para obter uma distinção precisa com relação aos seus custos e despesas, mas especificamente aqueles focados na composição dos produtos em si.

Assim, qualquer outra despesa, como os gastos administrativos da empresa, os investimentos e outras despesas que não se relacionam nem mesmo indiretamente com a confecção do trabalho, não entra na conta.

Método de Custeio Variável

Por sua vez, o Método de Custeio Variável — também é popularmente conhecido como Método de Custeio Direto — é um dos mais usados pelas empresas por conta de sua objetividade simples.

Como resultado, o comércio e a indústria tendem a utilizar o conceito amplamente. E o motivo para isso é facilmente explicado pela sua aplicação: só entram nos custos de fabricação os seguintes custos:

  • variáveis;
  • diretos;
  • indiretos. 

Os custos fixos não são considerados, na equação, porque são vistos como despesas. Com isso, os especialistas entendem quais custos são estáveis (ou seja: imutáveis dentro da produção) e quais oscilam de acordo com determinados limites. 

Além disso, o Método de Custeio Variável é fundamental para outros tipos de objetivos, como a composição da margem de contribuição e também que aponta os subsídios para a tomada de decisão estratégica.

O que são direcionadores de custos?

Quando falamos no custeio ABC, também temos que definir previamente do que se tratam os direcionadores de custos. Eles são, muitas vezes, a espinha dorsal do método, uma vez que ele ajuda a determinar os recursos. São dois tipos mais utilizados:

  • direcionadores de custos de recursos, que apontam quais atividades demandam recursos necessários para para custear as atividades;
  • direcionadores de custos de atividades, que apontam a maneira com a qual os produtos consomem as atividades da empresa, servindo como meio de custeamento dos produtos.

Com isso, podemos falar mais precisamente a respeito da aplicação do custeio ABC!

Como implementar o custeio ABC em sua rotina?

Agora que já passamos por todos os conceitos, hora de focarmos especificamente nos diferenciais do custeio ABC. E o primeiro passo para considerar o seu uso, dentro da empresa, é o grau de profundidade do seu controle interno

É por meio dele, afinal de contas, que você vai aprofundar-se e ter mais precisão e confiabilidade nas informações. Além disso, o grau de detalhamento das informações faz toda a diferença. Mas vamos entender isso melhor logo em seguida!

Bom, o primeiro passo consiste justamente nesse trabalho de compilar as informações e calculá-las. Ajuda se você tiver um guia prático para seguir e orientar-se ao compor o seu modelo do custeio ABC:

  • comece definindo as atividades que vão compor o escopo a ser analisado;
  • defina os custos de cada recursos utilizado no processo produtivo;
  • defina quais serão os direcionadores de custo para o seu custeio ABC — tanto nos estágios de recursos rateados dentro das atividades do processo de trabalho quanto a etapa das atividades que serão usadas na produção de suas soluções;
  • definição do custo total do processo de produção.

Com isso, você já sabe de todo o processo básico para compor o seu custeio ABC e garantir um equilíbrio qualitativo nas contas — ainda que estejamos em um período de crise financeira no país. Este é um trabalho que deve ser realizado independente do momento social em que vivemos.

 

Além disso, saiba que há muito mais que você pode aprender para controlar a sua empresa em todas as etapas do seu fluxo de trabalho! E, para isso, convidamos você a curtir a nossa página no Facebook e também para seguir-nos no Instagram, Twitter e LinkedIn! Assim, você vai saber em primeira mão todas as nossas dicas e novidades!

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