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Cultura participativa: como desenvolver na empresa?
Cultura da Empresa

Cultura participativa: como desenvolver na empresa?

A cultura participativa é um trabalho em equipe, ininterrupto e em constante evolução, no qual o RH e os respectivos líderes de cada setor dissolvem a hierarquia vertical. Com isso, todos passam a ter influência e poder de decisão no seu cotidiano profissional.

 

A geração millennial escancarou uma nova necessidade no mercado: a de que os colaboradores querem participar mais das decisões de suas empresas.

Daí, surgem termos que reforçam os benefícios dessa prática. Caso, por exemplo, do senso de dono em que os profissionais engajam mais e são motivados a buscarem resultados melhores.

Para as empresas, os pontos positivos em criar uma cultura participativa assim são amplos — e variados! O mais perceptível, talvez, seja a aproximação e a satisfação no trabalho. Principalmente, quando levamos em consideração que esse é um dos grandes desafios corporativos, atualmente.

Que tal falarmos, então, sobre o quanto esse empoderamento dos seus colaboradores, por meio da cultura participativa, pode ser construído e mantido na rotina de sua empresa?

Confira, aqui, e aprenda conosco como esse tipo de autonomia planejada pode impactar positivamente os resultados do seu negócio!

 

O que é a cultura participativa?

O conceito é autoexplicativo: trata-se da evolução do trabalho colaborativo para todas as camadas produtivas de uma empresa.

Para tanto, o RH e os respectivos líderes de cada setor devem disseminar um trabalho em equipe, no qual a hierarquia vertical é dissolvida. Com isso, todos passam a ter influência e poder de decisão no seu cotidiano profissional.

É claro que, para isso, um planejamento deve ser efetuado. Não se faz uma mudança desse porte da noite para o dia.

A seguir, alguns pontos iniciais que devem ser observados para exercitar essa transição:

 

Cultura organizacional

Empreendimentos com muitas camadas hierárquicas demandam cuidados ao considerar a cultura participativa. Um deles é a própria resistência da gestão em descentralizar o poder.

Portanto, cabe ao RH esse tato para remodelar os cargos e toda a estrutura organizacional da empresa, apontando o quanto cada membro vai se beneficiar desse novo modelo de organização.

 

Resultados

Trocar a hierarquia vertical pela cultura participativa também envolve a necessidade em fazer essa transformação. Por exemplo: de quais maneiras a empresa ganharia com isso?

 

Autonomia

Por fim, a atenção ao empoderamento que a cultura participativa pode gerar para todos. A autonomia, nesse sentido, é determinante para agregar mais responsabilidades e desafios às equipes.

Mas não apenas isso: esse esforço deve ser recompensado para que os colaboradores entendam os benefícios em serem mais participativos.

Exigir mais deles, mantendo toda a estrutura da empresa, é uma simples maquiagem, e não uma transformação na cultura organizacional vigente.

 

Quais são os benefícios de implantar a cultura participativa?

Já destacamos uma e outra vantagem na sua implementação, mas vamos nos aprofundar nessa questão. Ao considerar a cultura participativa, a empresa passa a obter ganhos com:

 

Mais comprometimento

O já citado senso de dono agrega mais motivação, satisfação e engajamento. E por quê? Pois assim os colaboradores sentem que, de fato, fazem parte de algo.

Exemplo disso é o reconhecimento que a empresa pode dar aos seus colaboradores quando metas e objetivos são atingidos. Quando só a gestão é enaltecida, nessas situações, os profissionais se sentem como meros instrumentos.

E, hoje em dia, esse não é o papel de um RH estratégico e, sim, a aproximação de todos para que o reconhecimento seja coletivo.

 

Redução de custos

Profissionais satisfeitos sentem menos urgência em manterem-se ativos no mercado de trabalho. Isso significa, para a empresa, menos custos com a alta rotatividade.

Consequentemente, há um trabalho menos imediato para os processos de recrutamento e seleção. O que fortalece, por sua vez, a atenção ao treinamento e capacitação.

 

Retenção de talentos

Como complemento do último tópico, é possível analisar que os talentos internos têm mais interesse em construir uma carreira na empresa — ganhos para eles e para a organização.

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Comunicação mais eficiente

Por meio da cultura colaborativa é possível perceber, também, um aumento na eficiência comunicativa.

Isso porque os processos passam a ser mais transparentes e do interesse coletivo. As instruções são objetivas e, os objetivos, esclarecedores.

Como resultado, há menos interferência na comunicação e o fluxo de trabalho é otimizado.

 

Existem desafios nesse modelo de trabalho?

Com base nos benefícios acima, a cultura participativa se mostra uma excelente forma de estruturar a organização, como um todo, certo?

Acontece que, para isso, alguns obstáculos devem ser cruzados em prol dessa transição harmônica e eficiente. Entre os principais, destacamos os seguintes:

  • a vaidade de gestores que não se alinham à visão da empresa;
  • a autonomia sem o devido acompanhamento dos líderes para que o trabalho permaneça, sempre, na mesma direção;
  • a orientação a uma pró-atividade em que os próprios colaboradores passem a sentir, no dia a dia, esse empoderamento na tomada de decisão;
  • o contínuo estímulo, de líderes e do RH, para que os departamentos assimilem a autonomia naturalmente em suas respectivas rotinas;
  • a integração entre os setores e processos da empresa, atuando de maneira verdadeiramente coletiva.

Perceba que, com isso, cria-se muito mais do que colaboradores eficientes: sua empresa passa a desenvolver líderes. E tudo isso por meio da cultura participativa.

 

Como implementar a cultura participativa na empresa?

Para colocar em prática os conceitos e benefícios mencionados, a seguir vamos destacar um completo passo a passo para a sua empresa gerar mais resultados com a cultura participativa:

  • comece com avaliações a respeito da opinião dos colaboradores. Entenda quais são os motivos que geram insatisfação e desmotivação no trabalho;
  • abra os canais de comunicação e estimule o engajamento dos colaboradores. Solicite opiniões, sugestões, ideias e críticas construtivas para melhorar os processos;
  • convide a gestão a envolver os membros de sua equipes na tomada de decisão;
  • aprofunde-se no conhecimento de cada profissional. Entenda suas motivações, objetivos e pontos de melhorias, para serem constantemente lapidados;
  • desconstrua a hierarquia  inflexível, gradualmente, até que os hábitos de autonomia ganhem naturalidade no dia a dia;
  • tenha um plano de carreira e um sistema de avaliação que recompense e gratifique os colaboradores. Isso mantém a satisfação, a motivação e o desempenho elevados.

O principal, aqui, é fazer com que a cultura participativa aproxime todas as equipes e dê influência a eles nas tomadas de decisão da empresa.

Assim, o crescimento é o resultado de um esforço de todos, e não só de quem está à frente de cada equipe.

 

E então, o que achou do modelo de cultura participativa como elemento de transformação na sua empresa? Você já vivenciou uma experiência dessas ou ficou com alguma dúvida a respeito do assunto? Compartilhe a sua opinião conosco, no campo de comentários deste post!

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