Toda empresa de sucesso tem uma identidade forte. Por meio dela, é possível engajar os funcionários e melhorar o clima interno, aspectos fundamentais para garantir alta performance e qualidade nas entregas. No entanto, nada disso é possível quando há uma cultura organizacional tóxica na companhia.

Para que isso não aconteça, é preciso investir em recrutamento e seleção, gestão de pessoas e, principalmente, ficar atento aos sinais de alerta.

Neste artigo, você verá como identificar atitudes tóxicas para a cultura da empresa, e aprenderá como reverter essas situações. Quer saber mais? Confira a seguir!

 

O que é cultura organizacional?

Cultura organizacional é o conjunto de valores e atitudes que permeiam o dia a dia da empresa, presentes em todos os processos e interações entre os colaboradores. Em outras palavras, é o DNA da companhia, a forma como ela se posiciona perante o mercado e seus próprios funcionários.

Uma cultura bem desenvolvida aumenta a sensação de pertencimento na equipe, já que todos trabalham juntos por um único propósito.

Os funcionários se sentem identificados com os ideais da organização e com os caminhos escolhidos para atingi-los. Assim, passam a se empenhar muito mais para fazer o negócio crescer.

No entanto, muitas vezes uma cultura organizacional tóxica se instala dentro da empresa. Isso acontece quando os profissionais adotam comportamentos antiéticos, pensam apenas em si mesmos e não se esforçam para manter o ambiente agradável.

Quando a cultura sofre esses danos, o futuro da empresa fica comprometido, pois os colaboradores se sentem cada vez mais desmotivados e infelizes.

Muitos deles, inclusive, deixam a organização na primeira oportunidade que aparece. Aqueles que ficam fazem apenas o básico, sem se preocupar com a qualidade dos resultados ou a satisfação dos clientes.

 

Quais são os sinais de uma cultura organizacional tóxica?

Mudar uma cultura organizacional tóxica é desafiador, mas não impossível. Para isso, o primeiro passo é identificar os problemas, ou seja, perceber os sinais de alerta. A partir disso, é possível definir ações efetivas para construir um ambiente mais adequado.

Confira, a seguir, os principais indícios de cultura tóxica na companhia.

 

1. Funcionários desmotivados

Funcionários desmotivados são um sinal claro de cultura organizacional tóxica.

Para avaliar o entusiasmo dos colaboradores, basta observar seu comportamento: falta de iniciativa no trabalho e reclamações frequentes costumam ser péssimos indícios.

Normalmente, isso ocorre em organizações que não reconhecem o lado humano dos profissionais, tratando-os como simples ferramentas.

Nesse tipo de ambiente, é comum que haja cobrança além da capacidade da equipe, competitividade exagerada entre os colegas e falta de reconhecimento pelos resultados.

Para mudar esse cenário, é necessário criar uma cultura de proximidade e valorização dos colaboradores. Diálogo aberto com os líderes, feedbacks transparentes e plano de carreira personalizado são algumas das principais medidas para garantir a motivação do time.

 

2. Turnover alto

O aumento no turnover também está diretamente relacionado à cultura organizacional tóxica.

Quando os funcionários não se identificam com os valores da empresa, costumam buscar oportunidades em outros lugares. O mesmo acontece quando o profissional se sente desvalorizado, perseguido ou sobrecarregado no dia a dia.

Os mais talentosos são os que vão embora primeiro, já que costumam conseguir boas propostas com certa facilidade.

Com a alta rotatividade, a empresa passa a ter altos custos com processos seletivos. Além disso, a qualidade das entregas cai, já que as equipes ficam desfalcadas e não conseguem trabalhar juntas por muito tempo.

Além de rever a cultura organizacional com foco na retenção de talentos, uma boa solução para o problema é investigar os motivos das saídas dos funcionários.

A melhor forma de fazer isso é por meio de uma entrevista de desligamento bem estruturada. Assim, será possível identificar as razões para a insatisfação dos colaboradores e traçar um plano de ação para resolver a questão.

 

3. Falta de empatia

A falta de empatia é um dos principais ingredientes de uma cultura organizacional tóxica. Em ambientes assim, é fácil perceber que as pessoas só se aproximam uma das outras quando querem algo, sem se importar, de fato, com os colegas.

Não há conexão ou criação de vínculos pessoais, o que torna o relacionamento frio e estritamente profissional.

Para deixar o ambiente mais leve, o principal exemplo deve vir dos líderes. Investir em conversas cotidianas, não relacionadas ao trabalho, é uma boa maneira de fortalecer vínculos, criar empatia e construir confiança.

Afinal, trata-se de um relacionamento entre pessoas, e não máquinas.

Ser flexível com horários e rotina de trabalho também é uma forma de ser mais empático. Todo profissional, um dia, vai precisar sair mais cedo para levar o filho ao médico, por exemplo. Ser muito rígido nesse tipo de situação só vai servir para mostrar que o líder não se importa com os problemas pessoais do funcionário.

Coloque-se no lugar da outra pessoa: se fosse com você, não iria esperar alguma compreensão? Permitir o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é uma das melhores formas de mantê-los satisfeitos e motivados no dia a dia.

 

4. Falta de confiança

Confiança é um dos elementos básicos de uma cultura organizacional saudável. Sem ela, o ambiente fica tóxico, pois não há espaço para construir um relacionamento de respeito e colaboração. Isso vai desde a confiança que o líder tem em sua equipe até a ética nas atitudes entre os próprios colaboradores.

Quando alguém começa uma conversa com “ei, não conte para ninguém, mas…”, é um péssimo sinal para a qualidade do ambiente de trabalho.

Fazer fofocas, levar crédito pelo trabalho dos outros, roubar ideias… Tudo isso mina a confiança e coloca as pessoas umas contra as outras.

Ao perceber esse tipo de situação, o RH deve trabalhar em conjunto com as lideranças da empresa para reverter o quadro.

É preciso chamar as pessoas que replicam esse comportamento para uma conversa séria, a fim de ajustar o comportamento. Se não der certo, estudar uma demissão pode ser necessário.

Para construir uma cultura de confiança, a empresa deve contar apenas com funcionários alinhados a esse pensamento na equipe. Avaliar bem o perfil de cada um antes da contratação é fundamental nesse processo.

 

5. Resistência à inovação

Derric Johnson, ex-consultor criativo da Disney, costuma dizer:

“Quando suas memórias são maiores que seus sonhos, é hora de mudar”.

A frase ilustra o comportamento de muitas empresas que são resistentes à inovação: elas se empenham mais em conservar o que já deu certo do que em olhar para o futuro.

E por que isso torna a cultura organizacional tóxica? Empresas que falham em se preparar para as mudanças do mercado perdem competitividade.

Além disso, quando não há espaço para inovar, os profissionais não se sentem desafiados, o que gera desmotivação, falta de engajamento e aumento na rotatividade.

Por isso, buscar sempre uma forma diferente de trabalhar e estimular a criatividade são medidas obrigatórias para manter o ambiente saudável.

É a melhor forma de manter a equipe interessada no projeto e garantir uma boa posição para a empresa no mercado.

 

Agora que você já conhece os principais sinais de uma cultura organizacional tóxica, que tal colocar o que aprendeu em prática?

Observe o comportamento dos funcionários, identifique problemas no ambiente e planeje ações efetivas para resolvê-los. Assim, você com certeza conseguirá transformar a cultura da empresa em motivo de orgulho para toda a equipe.

 

Gostou do post? Não se esqueça de deixar um comentário com suas dúvidas e opiniões. Conte-nos como você contribui para melhorar a cultura da sua empresa!