cultura organizacional na crise financeira

Como proteger a cultura organizacional na crise econômica

Em um cenário de crise econômica e política, cheio de incertezas quanto ao futuro, assim como o que estamos vivendo hoje no Brasil e no mundo, é esperado que as empresas adotem medidas de emergência para proteger a sua sustentabilidade. Uma das ações mais importantes nesse processo é gerir a sua cultura.

Cultura organizacional é o conjunto de práticas, normas e valores estabelecidos nos processos de trabalho de uma empresa. Ela pode ser percebida na forma como a organização conduz seus negócios, se relaciona com os colaboradores, em como trata seus clientes, no grau de hierarquia existente, nas condutas adotadas em situações de crise, e assim por diante. 

Se você quiser avaliar a qualidade da cultura organizacional da sua empresa, recomendamos a leitura deste material aqui.

As decepcionantes previsões financeiras para o pós-Covid-19 colocam desafios significativos para os líderes empresariais. Acompanhe o post e entenda o legado dessa crise econômica e o papel da cultura organizacional no processo. Boa leitura!

O que é cultura organizacional?

Cultura organizacional é, grosso modo, o comportamento diário e a maneira de fazer as coisas dentro de uma empresa. Por isso, envolve um conjunto de valores, normas e práticas que pautam os processos de trabalho.

Muito mais do que intenções descritas em papel, cultura é prática cotidiana, é vivência, é compartilhamento. A forma com que as atividades são gerenciadas, os processos são executados, as pessoas se relacionam, as crenças coletivas são apresentadas, as prioridades são definidas, dentre outros, explicam uma cultura organizacional.

Por isso, qualquer situação deve considerar a cultura corporativa. Inclusive, situações de crise. 

Impulsionada por situações externas como a pandemia do corona virus ou geradas por problemas internos, como escândalos de corrupção ou acidente de trabalho, a crise econômica influencia a realidade das organizações, e é por meio da sua cultura que ela será conduzida.

Como trabalhar a cultura em momentos de instabilidade econômica?

Em situações de crise econômica, as empresas precisam se adaptar, mesmo que a contragosto, para assegurar a sua sustentabilidade. 

Desta forma, devem buscar soluções com menos recursos para otimizar sua rentabilidade, conquistar resultados sob pressão constante, enxugar sua força de trabalho, adiar ou cortar investimentos, reduzir benefícios, e assim por diante.

Como as consequências econômicas e políticas devem ser sentidas por um período significativo, é essencial que a organização tenha um planejamento de crise e uma cultura que sustente essas estratégias. 

Em outras palavras, caberá aos próprios gestores da organização definirem se a crise deixará um legado ou uma maldição. A gestão do capital humano será medida diferencial.

O investimento na promoção de uma cultura organizacional inovadora é uma vantagem estratégica, pois permite que as lideranças desenvolvam medidas que: 

  • melhorem no clima organizacional; 
  • estimulem o senso de responsabilidade dos funcionários;
  • controlem as taxas de turnover;
  • motivem sua força de trabalho;
  • controlem a sensação de insegurança e medo;
  • fortaleçam o senso de pertencimento;
  • esclareçam a real situação da empresa com transparência;
  • reforcem valores compartilhados;
  • esclareçam as medidas a serem tomadas.

Uma cultura organizacional sólida permitirá diminuir os impactos negativos da crise e preparar os colaboradores para os próximos passos institucionais.

Quais medidas adotar para criar uma cultura organizacional inovadora?

A cultura organizacional pode ser entendida como a identidade da empresa, ou seja, um conjunto de características que a definem e influenciam diretamente suas ações. Esses fatores são traduzidos na missão, visão, valores, regras e crenças compartilhadas por seus funcionários. 

Para estruturar uma cultura inovadora, as lideranças podem adotar algumas medidas especiais. Confira as mais interessantes a seguir.

Definir o local de crescimento

Os líderes e gestores estão sempre em busca de crescimento, por isso criam pontos de investimento estratégico. Em tempos de crise econômica, essas medidas estarão limitadas. Portanto, é essencial encontrar os locais onde os clientes estão se recompondo e maximizar o crescimento nesses ambientes.

Reforçar o reconhecimento

Crises econômicas influenciam no humor e na autoestima dos colaboradores, por isso uma medida a ser reforçada na cultura organizacional da empresa é o reconhecimento das vitórias e bons desempenhos, mesmo que sejam pouco expressivos.

Os líderes precisam mostrar o que está funcionando e estimular a sensação de ganho e desenvolvimento. E assim, criar políticas de valorização e recompensa, fortalecendo o ânimo e o compromisso dos colaboradores.

O seu posicionamento é indispensável para motivar a força de trabalho.

Oferecer feedbacks constantes

Outra prática de uma cultura organizacional sólida é o feedback. Se em tempos convencionais o feedback já é importante, imagine em situações de crise econômica. 

As lideranças devem adotar esse hábito para não permitir que rumos organizacionais surjam e comprometam a motivação, rentabilidade, confiança e crença dos colaboradores, e consequentemente os resultados da empresa.

Crie um clima organizacional saudável

Assim como dissemos, a crise econômica mexe com o humor e o bem-estar dos colaboradores, por isso cabe a liderança criar um clima organizacional saudável. E para isso, é indispensável ouvir a sua força de trabalho.

Diante dos poucos recursos disponíveis, os gestores deverão estruturar os ambientes e oferecer condições saudáveis e propícias para que os colaboradores possam conduzir melhor suas atividades.

Esse dinamismo ao ambiente de trabalho também é um recurso poderoso em momentos de crise econômica, pois assegura que a força de trabalho esteja bem possa reerguer as taxas de crescimento organizacional.

A crise econômica é um momento em que as oportunidades são redistribuídas no mercado, por isso ter uma cultura organizacional inteligente, que estimule a força de trabalho, é essencial para assegurar a sustentabilidade da empresa.  

As lideranças devem investir seriamente na gestão do capital humano, já que são as pessoas da própria empresa que vão conduzir a jornada de volta ao desenvolvimento.

Vale lembrar: ainda que o diagnóstico da sua empresa não seja dos mais favoráveis e possa assustar, toda crise econômica é passageira. Esta não será diferente. Até lá, resta apenas adotar medidas emergenciais de gestão de crises para assegurar o menor dano político-financeiro.

Sempre que for possível, busque adotar posturas positivas para enfrentar e superar esse quadro, contando com o suporte e o trabalho árduo do instrumento de maior valor institucional, os colaboradores.

 

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