Contratar desenvolvedores é muito diferente de contratar para outras posições. O mercado de TI está em alta, existem muitas empresas buscando por profissionais da área, desde StartUps a empresas mais antigas. Criar aplicativos, plataformas, sites, banco de dados, são tarefas importantes em qualquer empresa hoje em dia.

Hoje existem 4 vagas para cada profissional. Com tudo isso, as melhores pessoas desenvolvedoras são disputadas no mercado. Para entrar nessa disputa, alguns cuidados são essenciais.

Mas pode ficar tranquilo, porque você está prestes a receber dicas de especialistas da Vulpi. É aqui que você vai aprender sobre as dicas necessárias para contratar o desenvolvedor certo para a sua empresa.

1. Defina a sua demanda

A primeira, e mais valiosa dica que daremos aqui: tenha uma demanda muito bem definida. O mercado de TI é competitivo. Concentrar seus esforços no alvo errado irá gerar perda de tempo e dinheiro.

Muitas empresas, principalmente as que não têm a tecnologia diretamente ligada ao negócio, têm dificuldades em definir os requisitos técnicos do profissional. Divulgar uma vaga com esses pontos incorretos vai atrasar o processo, trazendo gente desalinhada e afastando pessoas que poderiam ser fit.

Por isso, o passo mais importante para que seja possível um processo personalizado e focado, é entender quais são as necessidades internas, antes de começar a divulgar a vaga. Entender que tipo de tarefa será cobrada daquele profissional e o que ele precisa resolver lá dentro. Para que haja essa definição, os responsáveis pelo recrutamento e seleção devem primeiro ter bem claro os principais cargos da área de TI.

 

Principais cargos na área de TI

Vamos então entender os principais cargos, os mais atendidos segundo o histórico da Vulpi. Existem:

  • os desenvolvedores UX, que são responsáveis pela experiência do usuário;
  • os UI, responsáveis pelo design de interface;
  • os DevOps, que lidam com a parte de infraestrutura
  • os Mobile, que criam aplicativos,

E os mais recorrentes nos processos da Vulpi: Back End, Front End e Full Stack.

 

Front End

Desenvolvedor Front End é quem desenvolve a página que o usuário vê e interage, é ele quem cria a interface da aplicação web. Se refere ao lado do cliente (client-side) da aplicação. Algumas das linguagens usadas são HTML, JavaScript e CSS.

 

Back End

Já o dev Back End desenvolve tudo que está por trás da tela, que o visitante não tem acesso. É o responsável pelos códigos de execução das funções do site, que estão ligadas ao seu desempenho. Normalmente inclui um servidor web e banco de dados. Utiliza linguagens como PHP, Java, Python e Ruby.

 

Full Stack

Existe ainda o desenvolvedor Full Stack, que engloba funções de Front e Back End. Esse profissional deve trabalhar bem e conseguir se manter atualizado nas duas posições, sabendo diversas linguagens tecnológicas. Essa é uma pessoa bem valorizada e requisitada no mercado, já que consegue cumprir a função que poderia ser de duas pessoas.

>> Produzimos um livro digital que apresenta um passo a passo para a produção de um planejamento de recrutamento e seleção assertivo. Clique aqui e acesse agora mesmo!

2. Valorize o perfil comportamental adequado

Tão importante quanto a validação técnica (ou até mais) é a validação do perfil comportamental. Se você já tem uma cultura consolidada na sua empresa, ótimo. Busque pessoas que se encaixam nessas características. Caso contrário, esse é o momento de refletir como você quer que a empresa seja vista pelo mercado, com que valores, e quais pessoas podem ajudar a impulsionar essa visão.

A cultura organizacional que irá caracterizar a empresa é a alma do negócio, ela define sua imagem, que tipo de público e parcerias você vai atrair.

Considerando tudo isso, já é possível definir um perfil comportamental desejável. Além de considerar os valores pessoais – pode ser alguém com perfil de liderança, ou de gestor, executor, comunicador, etc. O perfil dos seus devs contratados, além de delinear a imagem da sua empresa, vai também ajudar a definir novas contratações.

Ao definir os perfis técnicos e comportamentais requeridos, é importante ter cuidado e ter certeza que não está sendo buscado um desenvolvedor unicórnio. Esse é um dev raro, talvez até um mito. Essa pessoa tem habilidades técnicas muito diversas e completas, perfil de liderança, autogerenciamento, proatividade e consegue trabalhar bem em projetos de ponta a ponta. Mas pode ser trabalhoso e caro contratá-lo.

Nesses casos, o que mais importa é atender às demandas que realmente são essenciais para o cumprimento das tarefas, e delimitar outras características como desejáveis.

3. Torne a vaga competitiva

Ao ter o perfil desejado estabelecido, ainda é necessário ter certeza que a sua vaga está competitiva, antes da divulgação. Como já foi dito, existe muita procura por desenvolvedores, e na maioria das vezes a escolha final fica nas mãos deles.

Para isso, deve se ter certeza que a sua demanda é plausível e possível em relação ao mercado. Pode ser bem complicado encontrar um dev que saiba todas as linguagens de tecnologia, ou então um recém formado com perfil e atitude de liderança, ou um profissional Júnior Full Stack, por exemplo. Ao mesmo tempo dessa análise crítica, é essencial ter o salário e benefícios alinhados com o cargo que está sendo buscado.

O salário oferecido deve ser de acordo com o cargo, grau de senioridade e local de trabalho do desenvolvedor. Segundo a Calculadora de Salários criada pela Vulpi, um dev Back End costuma ter uma pretensão salarial maior que o Front End, e o dev Full Stack maior que os dois. Um profissional em São Paulo usualmente ganha mais que um em Belo Horizonte ou Rio de Janeiro. Um desenvolvedor sênior espera ganhar mais que o pleno ou júnior. E por aí vai a análise.

Não adianta nada querer economizar nos benefícios oferecidos e não conseguir fechar a vaga.

4. Saiba divulgar a vaga

É muito importante saber escrever uma vaga legal e onde divulgar. A descrição da vaga deve ser bem completa. Deve explicar os pontos requeridos, desejáveis, local de trabalho, apresentação da empresa, e esclarecimento sobre como se inscrever no processo.

É legal também ter uma explicação sobre as etapas do processo, o que pode ser esperado, datas limites e cultura da empresa. Adicionar uma foto, algo que chame atenção para a divulgação, pode ser um diferencial.

Onde fazer essa divulgação também é de extrema importância para atingir as pessoas corretas. É interessante divulgar em todas as redes sociais, como LinkedIn, Facebook, Instagram, Github, MeetUps e Whatsapp, de acordo com a identidade verbal mais adequada a cada rede. Assim, é bem útil manter uma comunidade de desenvolvedores ativa, como a Vulpi faz.

5. Aplique testes

A contratação na área de tecnologia demanda validações técnicas. Considerando a demanda definida no início do processo, tudo aquilo precisa ser testado e comprovado.

Para qualquer contratação é importante comprovar as habilidades do candidato, na área de tecnologia então, mais ainda. Testes técnicos e comportamentais são essenciais.  O perfil comportamental pode ser avaliado por meio da metodologia DISC, fazendo o mapeamento do que pode ser esperado daquele profissional e qual é o tipo de gestão mais adequado.

O teste técnico deve ser feito de acordo com os requisitos de cada cargo, também pode ser analisado o Github do candidato para avaliar trabalhos antigos.

6. Acompanhe o processo

Após a divulgação da vaga e com os processos de avaliações e testes, é necessário continuar dando atenção à vaga e se atentando ao planejamento. Acompanhar o processo, sua evolução, e quanto tempo você está disposto a gastar nessa contratação.

Não dá para só divulgar e esperar a mágica acontecer. O tempo e dinheiro aceitáveis a serem gastos no processo devem ser planejados. Esse planejamento é diretamente relacionado ao COVCost of Vacancy. Essa métrica define quanto você está perdendo a cada dia de vaga aberta.

A contratação de desenvolvedores é mais complexa do que para outras áreas. São necessários cuidados que farão sua vaga se destacar e que mostre valor ao candidato, que está sendo disputado.

O responsável por elaborar os testes deve ter vasto conhecimento na parte técnica e saber avaliar. Usar da expertise de especialistas garante maior qualidade e até mais comodidade. Um exemplo de como você pode delegar essas tarefas operacionais e focar em ser um RH mais estratégico é utilizando serviços como o da Vulpi, que faz o processo de contratação de ponta a ponta.

Inclusive, é ela a responsável por elaborar esse conteúdo! Quer ler artigos como este? Clique aqui e acesse o blog deles! Aproveite as dicas e monte um time de desenvolvimento fora da curva, e de maneira otimizada!