Conheça os riscos da má gestão de pagamento

“O trabalhador é digno do seu salário”. Esta frase milenar demonstra o valor dos honorários de um trabalhador – é algo que dignifica o indivíduo.

Atualmente os gestores precisam se envolver em muitas demandas rotineiras na empresa. Se não houver uma boa administração de processos importantes, como a gestão de pagamento, os colaboradores podem não receber corretamente. Se isso acontecer, toda a estrutura administrativa da empresa pode ficar comprometida.

Você está tendo dificuldades na administração da área de pagamento? Gostaria de conhecer os riscos que uma má gestão pode trazer para sua empresa? Acompanhe nosso post!

Quais são os riscos da má gestão de pagamento?

O empreendedor sábio vê os perigos de longe e busca se proteger deles. Poucas coisas em uma companhia podem causar mais problemas do que a falta de organização nos pagamentos da equipe.

Portanto, vamos esclarecer quais são alguns desses perigos para que você não tenha dores de cabeça com eles.

Processos trabalhistas

Em uma declaração para o Jornal Estadão, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, previu que em 2016 haveria um aumento de 13% de ações trabalhistas em relação a 2015, totalizando 3 milhões de novos processos.

Esse número é bem expressivo, porém seria bem menor se as empresas cuidassem da gestão correta da folha de pagamento. Grande parte dessas ações é referente ao pagamento incorreto de horas extras, honorários, FGTS e outros direitos.

Por exemplo, as falhas nos registros de horas extras ocorrem com frequência porque alguns colaboradores batem o ponto de saída, mas continuam trabalhando. Além disso, pode acontecer de as horas de intervalos não serem computadas, ou mesmo que lançadas, são menores que o tempo estabelecido pelo código de leis trabalhistas (CLT).

Outro fator é a falta de remuneração em dobro pelas horas extras durante feriados, muitas vezes por descuido da área de pagamento. Por fim, o banco de horas que funciona de maneira ineficiente e não exige a compensação do tempo acumulado pelos colaboradores dentro do prazo de um mês.

Ao adotar um sistema eficiente de gestão de pagamento, o administrador evita estes erros de registros citados e consequentes ações na justiça contra seu negócio.

Retrabalho

Um gestor sabe da quantidade de trabalho que é exigido dele e de sua equipe durante um dia normal de atividade. Agora imagine ter que refazer vários processos devido a erros cometidos durante a execução das tarefas; é no mínimo frustrante.

Usando como exemplo uma das tarefas citadas no tópico anterior, podemos imaginar todo o esforço que seria necessário para corrigir as horas extras não registradas ou lançadas incorretamente a fim de fazer o cálculo do valor da rescisão de um colaborador.

Além disso, um gestor honesto ficaria muito decepcionado caso um membro do quadro de pessoal da empresa viesse a reclamar que não recebeu o pagamento correto de seu FGTS. Depois ao investigar o motivo, o administrador constata mais um erro no lançamento das parcelas do benefício do colaborador.

O retrabalho gasto com a reparação de erros na folha de pagamento consome tempo valioso dos trabalhadores, e ele poderia ser canalizado para outros projetos do setor.

Sem falar dos prejuízos financeiros que a empresa arca refazendo serviços. Segundo um estudo dos pesquisadores Norman Gaither e Greg Frazier, citado na revista Exame, o retrabalho custa para uma instituição 25% do preço final de um produto.

Dessa forma, conclui-se que muitos danos poderiam ser impedidos por meio de uma gestão organizada de pagamentos.

Baixa credibilidade

Ter credibilidade significa ser confiável. Em seu livro Com credibilidade não se brinca!, Luciane Lucas diz que a credibilidade é um argumento poderoso para o posicionamento de uma empresa no mundo corporativo, pois afeta diretamente a imagem da instituição.

Como a má gestão de pagamento pode afetar a imagem da empresa? Uma companhia que não honra os seus compromissos financeiros com os colaboradores – e por isso torna-se detentora de inúmeras ações judiciais – compra para si um conceito negativo no mundo empresarial.

Hovland, Janis e Kelley, em Communication and persuasion: psychological studies of opinion change, citam que a credibilidade é avaliada tanto pelo conhecimento quanto pela honestidade de um comunicador, e estas qualidades emitem uma mensagem para seu público.

Assim, nesta era em que as notícias correm rapidamente pelas mídias sociais, é fundamental que a empresa preze por uma boa reputação tanto entre os seus colaboradores quanto perante a sociedade.

Alta rotatividade

Outro risco da má gestão de pagamento é a rotatividade de colaboradores, e tal consequência da administração ineficiente dos honorários reflete no ambiente da empresa onde os colaboradores trabalham desmotivados e inseguros.

Dessa forma, no momento que recebem uma proposta segura de trabalho, deixam a instituição em que se encontram. Para a empresa, esse rodízio de colaboradores tem um impacto negativo na produtividade do negócio.

Além disso, a alternância de pessoal influi na qualificação dos colaboradores, pois, de acordo com um estudo do Sebrae/RJ, as empresas diminuem o investimento em treinamento, uma vez que seria inviável gastar recursos com um colaborador que poderá sair em breve da companhia.

Essa falta de qualificação resulta em serviços de menor qualidade, que por sua vez comprometem a imagem da instituição perante seu público.

Baixos resultados financeiros

Todos os riscos da má gestão de pagamento convergem para um dos maiores temores de uma organização: a baixa lucratividade. Não é errado dizer que os números positivos nos lucros de uma companhia refletem a saúde do negócio.

Afinal, processos bem organizados geram colaboradores motivados que realizam serviços de excelência, e estes produzem clientes satisfeitos, os quais por sua vez fornecem lucros para a empresa. O ciclo de eficiência que se forma é bem claro.

Assim, se o primeiro elo desse ciclo – processos bem organizados – é quebrado, todos os elos seguintes serão afetados.

Para finalizar, o gestor precisa ter em mente esses riscos para que os contorne antes que a estabilidade de sua empresa seja afetada. Portanto, faça um planejamento e adote estratégias para implantar uma eficiente gestão de pagamento em sua instituição e continue a manter o ciclo de eficiência em seu negócio.

Nosso post ajudou você a entender os riscos da má gestão de pagamento? Conhece algum outro risco desse processo? Deixe seu comentário!

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