Comunicação interpessoal: a chave para profissionais de sucesso

A capacidade de comunicação é algo inato à espécie humana. Inclusive, o nível de complexidade do nosso sistema de linguagem é um dos principais fatores que nos diferem das outras espécies.

Não há dúvidas de que, sem ela, não seríamos capazes de viver em comunidade, transmitir conhecimento e desenvolver sistemas sociais tão complexos.

Contudo, ainda que a capacidade comunicacional seja parte da nossa natureza, expressar-se com maestria ainda é um desafio para grande parte das pessoas. E isso, pode comprometer as relações tanto a nível pessoal quanto profissional.

No contexto corporativo, a boa comunicação interpessoal pode ser a chave para o sucesso das equipes. Afinal, pessoas que se entendem de forma clara se relacionam de forma mais harmoniosa e trabalham melhor.

Continue acompanhando e entenda mais sobre o assunto:

 

O que é comunicação interpessoal?

Comunicação interpessoal consiste na troca de informações entre dois ou mais indivíduos. Ou seja, é a habilidade de transmitir, receber e interpretar mensagens verbais ou não-verbais de forma clara.

Essa competência é essencial para estabelecer diálogos coerentes, que transmitam a mensagem que os interlocutores — os participantes de uma determinada interação de comunicação — desejam externalizar de forma autêntica e precisa.

Em outras palavras, a boa comunicação interpessoal consiste no domínio tanto da fala, escrita e expressão corporal quanto da escuta, leitura e observação. Não basta saber se expressar, é preciso ser capaz de aprender e interpretar o que os outros têm a dizer.

 

Comunicação interpessoal x clima organizacional

A qualidade da comunicação interpessoal entre todos os membros da empresa é um fator determinante para o cultivo de um clima organizacional positivo.

Em alguns cargos específicos, como é o caso dos líderes e gestores, as habilidades de comunicação interpessoal têm maior importância. Isso porque a capacidade comunicacional faz parte dos seus encargos no dia a dia profissional.

Isso também pode variar de uma equipe para a outra. Os membros do time de Recursos Humanos, por exemplo, provavelmente terá mais habilidades nesse sentido do que os Programadores, que passam a maior parte do tempo atuando sozinhos.

No entanto, independentemente do time ou tipo de função realizada pelo colaborador, há comunicação interpessoal em algum nível — nem que seja durante o intervalo para o café no fim da tarde.

Colaboradores que tratam seus colegas e superiores de forma cordial e humanizada, sem perder a capacidade de objetividade e clareza, certamente terão mais sucesso em uma empresa.

Há de se considerar também as interações verbais que não são feitas presencialmente. Como é o caso das trocas de e-mails e mensagens via chat corporativo.

Por carecerem de informações não-verbais (como linguagem corporal, gestos, tom de voz etc.) que facilitam o entendimento da mensagem da forma correta, as mensagens escritas necessitam de ainda mais atenção.

Os mal-entendidos derivados de uma troca de e-mails descuidada são bastante comuns nas empresas e podem causar desconfortos que afetam toda a equipe, comprometendo o clima organizacional.

 

Os segredos da comunicação interpessoal

Como dissemos na introdução, a comunicação é uma capacidade essencial para a sobrevivência da nossa espécie. Assim sendo, não há dúvidas de que esse recursos faz parte de nós. Saber usá-lo é importante para a nossa evolução.

Mas, se essa é uma competência inerente a todas as pessoas, por que alguns têm tanta facilidade para se comunicar, enquanto outros parecem quase incapazes de se expressar com clareza?

Em geral, os fatores que influenciam na capacidade de comunicação são de natureza emocional. É o caso da timidez, por exemplo, que faz com que as pessoas sintam-se inseguras e facilmente envergonhadas com suas próprias atitudes, por medo do julgamento do outro.

Por conta desse sentimento, muitas pessoas deixam de falar o que pensam e têm dificuldades de estabelecer relações. E isso pode ser erroneamente interpretado como desdém ou antipatia.

Nesse caso, é necessário desenvolver a autoconfiança. Profissionais da Psicologia ou Coaching podem auxiliar as pessoas a superar isso.

No entanto, a dificuldade para se comunicar bem não é uma exclusividade dos tímidos. A boa comunicação interpessoal exige mais do que extroversão.

Para se comunicar bem, é preciso saber observar, escutar e falar. E a boa notícia é que existem alguns segredos que podem melhorar essas capacidades.

 

Percepção

O primeiro deles é a capacidade de percepção. Estudos apontam que 93% da comunicação é baseada em informações não verbais, como linguagem corporal e tom de voz — que correspondem a 55% e 38% de uma interação, respectivamente.

Diante disso, fica claro que, ao conversar com alguém, interpretar somente as palavras não é o suficiente. É preciso estar atento a tudo que o outro transmite, o que exige atenção e presença.

O mesmo vale na hora de falar: prestar atenção nas reações, tanto de quem escuta quanto de quem fala, é importante para compreender e transmitir bem uma mensagem.

 

Empatia

A empatia nada mais é do que a capacidade de plena escuta. Ou seja: a escuta real, sem pré-julgamentos, interrupções ou respostas mentais ao que o outro está dizendo.

Em um mundo movido a pressa, especialmente em contextos como o corporativo, pode ser difícil desenvolver uma escuta empática. Isso porque tendemos a buscar respostas rápidas.

No entanto, a falta de empatia não apenas prejudica a qualidade das relações, como pode fazer com que uma informação não seja transmitida da forma correta.

Portanto, ao escutar o que o outro tem a dizer, é importante saber ouvir a mensagem até o fim antes de julgar ou elaborar uma resposta. O segredo, nesse caso, está na conexão entre quem fala e quem escuta.

 

Eloquência

Como vimos, na comunicação presencial, as palavras representam apenas 7% da transmissão de uma mensagem. Isso pode parecer pouco em comparação aos outros recursos, mas saber falar bem é determinante para a comunicação.

A eloquência, a “arte do falar bem”, é uma capacidade natural para muitas pessoas. Porém, ela também pode ser desenvolvida por quem não tem esse talento nato.

Para isso, é importante trabalhar a clareza na fala e na escrita, além de ampliar o seu vocabulário. Estudos de oratória e retórica também são interessantes, especialmente para treinar a boa argumentação.

 

Como vimos, para alcançar a boa comunicação interpessoal, é preciso se livrar de alguns hábitos mentais que prejudicam a capacidade comunicacional e desenvolver algumas competências que podem ajudar bastante na expressão.

No ambiente corporativo, cabe ao gestor de RH oferecer as ferramentas e recursos que facilitem a comunicação entre os colaboradores — desde boas plataformas de comunicação à promoção de bons hábitos de fala e escuta, treinamentos e materiais que abordem o tema.

Para você, qual é o maior desafio para as empresas quando o assunto é comunicação interpessoal? Queremos saber a sua opinião!

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