como salvar uma empresa endividada

Como salvar uma empresa endividada?

Salvar uma empresa endividada não é impossível. Ainda que o ano de 2019 tenha registrado uma redução geral no número de falências, pouco mais de 95% dos pedidos são feitos por pequenas empresas. Isso ajuda a reforçar a ideia de que, com bom planejamento e bastante disciplina financeira, a empreitada é possível.

Afinal de contas, quanto maior o porte da organização, maior tende a ser a estrutura do departamento financeiro — o que não exclui a possibilidade de endividarem-se, é claro. Por outro lado, o pequeno empreendedor tem um espectro de perspectiva mais fácil de analisar, avaliar e assumir novas estratégias.

Para ajudar a dar esse primeiro passo rumo a um futuro com menos estresse financeiro, neste post reunimos algumas dicas e técnicas que podem ser de grande ajuda para salvar uma empresa endividada.

Temos a sua atenção? Então, acompanhe-nos nos tópicos abaixo, em que falaremos a respeito dos seguintes temas:

  • informação faz parte de aprender como salvar uma empresa endividada;
  • o fluxo de caixa da empresa deve ser acompanhado constantemente;
  • o poder da renegociação de dívidas;
  • a otimização do fluxo de produção torna sua empresa econômica;
  • o valor dos indicadores e métricas;
  • separação das contas pessoais e empresariais;
  • a atenção ao ticket médio da empresa;
  • a importância de uma boa gestão financeira.

Boa leitura!

Informação faz parte de aprender como salvar uma empresa endividada

Empresas que não monitoram indicadores financeiros, não dispõem de planejamento e não projetam metas para o mínimo de manutenção de sua saúde financeira podem estar fadadas ao acúmulo de dívidas.

Ainda assim, é indispensável que você tenha ciência da gravidade da situação. De onde vem essas dívidas, qual é o valor de cada uma delas e, também, as taxas, multas e os juros aplicados?

Isso tudo interessa — e muito — porque permite que você e toda a sua equipe se organizem para garantir a sobrevivência de sua empresa, bem como o fim das dívidas alcançado de maneira gradual.

Do contrário, a escassez de recursos vai pegar a sua gestão desprevenida, o que torna os planos de ação ainda mais desafiadores e eficientes.

Portanto, atente-se tanto à origem dos problemas quanto a extensão deles. Às vezes, salvar uma empresa endividada não é algo tão difícil. Especialmente, porque a detenção de informações precisas dá a você o poder para solucionar esses obstáculos e evitar que eles cruzem seu caminho novamente.

O fluxo de caixa da empresa deve ser acompanhado constantemente

O fluxo de caixa é, basicamente, o histórico de entradas e saídas de recursos da empresa. O seu monitoramento, portanto, serve como um bom termômetro do destino de seus rendimentos e também das despesas fixas e variáveis que somam-se no dia a dia.

E o que acontece quando o empreendedor para de prestar atenção a isso? Ele pode investir além do que deveria (ou poderia), passa a perder o prazo de compromissos financeiros, acumula dívidas e corre um risco gradualmente maior de abrir falência.

Por sua vez, ao monitorar o que está acontecendo financeiramente na rotina de sua organização, é possível:

  • verificar quais foram (e para onde foram) as entradas e saídas de recursos financeiros;
  • saber quais são os valores necessários e disponíveis para eventuais gastos;
  • identificar as métricas que podem fornecer novos insights e o rápido diagnóstico de carências e gargalos;
  • avaliar a presença (e o valor) de dívidas da sua empresa;
  • o estoque disponível.

Salvar uma empresa endividada, então, passa diretamente pelo cuidado e atenção dedicados ao fluxo de caixa. E, caso você queira saber um pouco mais sobre o assunto, confira o nosso artigo especialmente dedicado ao fluxo de caixa e como manter um monitoramento preciso sobre ele!

O poder da renegociação de dívidas

É do interesse das instituições financeiras que as dívidas sejam quitadas o mais rápido possível. Afinal, elas causam também buracos nas perspectivas de rendimento delas.

Por isso, aborde os credores para renegociar a sua dívida. Apenas tenha em mente, primeiramente, qual é a gravidade das dívidas e como elas afetam, atualmente, a sua renda.

Com base nesses valores, é possível abordar a instituição com uma proposta que não vai afetar você negativamente, dentro desse novo acordo, e vai garantir que o credor receba o valor devido.

Lembre-se, então, de atuar de acordo com as melhores condições de pagamento para as suas necessidades. A questão, aqui, não está em negligenciar ou fugir do pagamento, em si, mas de adequá-lo à sua realidade financeira e, com isso, dar o primeiro passo para salvar uma empresa endividada.

Vale a pena, inclusive, dar uma olhadinha nas dicas abaixo para dar uma vantagem para o seu lado da barganha ao renegociar as dívidas:

  • avalie todo o orçamento da organização a fim de garantir os valores desejados com o novo acordo;
  • não se esqueça de calcular as taxas, multas e juros ao compor o cálculo de dívidas;
  • reduza as despesas significativamente supérfluas. Esse exercício já é fundamental, no dia a dia, mas tem um peso maior quando a ideia é a reunião de mais recursos para espantar as dívidas;
  • defina as prioridades para quitar as dívidas e estabeleça os prazos de cumprimento de cada uma delas — priorize, de preferência, os débitos com taxas e juros maiores;
  • cuide para que os novos prazos de pagamento não sejam descumpridos. Isso afeta a sua credibilidade para novas negociações no futuro.
  • tenha cuidado com as despesas não explícitas, como multas.

Esse é um modelo mais sustentável e efetivo de sair das dívidas. Pratique-o, reúna-se com a sua equipe e descubra novas maneiras de deixar as pendências financeiras para trás.

A otimização do fluxo de produção torna sua empresa econômica

A redução de custos, como havíamos mencionado, é fundamental em qualquer momento da empresa — desde que, é claro, não sejam perdidas a qualidade do serviço prestado ou dos produtos desenvolvidos.

Mas, acredite, existem maneiras diversas de enxugar as despesas. Especialmente, em momentos nos quais cada centavo conta para a redução das dívidas e a manutenção da saúde financeira do seu negócio.

O valor dos indicadores e métricas

Já destacamos a relevância disso, mas vale reforçar: as métricas e indicadores permitem que você não tenha surpresas (principalmente, as desagradáveis) ao lidar com as suas finanças.

Saiba, antecipadamente, quais são os objetivos da organização e também os desafios e riscos enfrentados. Para cada um deles existem métricas que ajudam no monitoramento e facilitam a tomada de decisão.

Assim, caso surja qualquer imprevisto, sua equipe já tem um ou mais planos de ação para reverter a situação negativa. E ajuda também a identificar os erros cometidos, bem como a origem das dívidas.

A separação das contas pessoais e empresariais

Essa é uma prática mais comum em microempreendedores e em empresas de pequeno porte por ser algo mais prático e conveniente. Acontece que, no dia a dia, essas vantagens são bastante ilusórias.

Porque fica cada vez mais difícil entender da onde vem a renda, para onde vão as despesas e o que é, de fato, um orçamento presente no fluxo de caixa da empresa e para as suas contas pessoais.

Consequentemente, acontece de usar um dinheiro destinado para obrigações corporativas e o risco de acumular dívidas cresce, também. 

Mesmo que as transações sejam fáceis de monitorar, em sua empresa, faça esse pequeno esforço de dividir as contas bancárias. Deixe uma para lidar exclusivamente com os assuntos do seu empreendimento e outra para os custos que você tem em sua vida particular.

Atenção ao ticket médio da empresa

Além de medidas preventivas, você pode assumir a dianteira e contra-atacar as dívidas. E um bom jeito para isso é aumentando o ticket médio — que consiste no valor médio que os consumidores investem em suas soluções. Para tanto, você pode:

  • elevar o preço de suas soluções, evitando que esse número fique desproporcional com o que é praticado no mercado;
  • desenvolver programas de recompensa podem ajudar a estimular o consumo dos seus clientes;
  • reduzir os custos variáveis, como o corte de despesas, melhora a margem de lucro e tem mais capital para tirar a empresa do vermelho;
  • oferecer descontos progressivos aos clientes, mais uma vez em um esforço de estimular o consumo;
  • identificar os clientes mais lucrativos para a empresa, favorecendo a elaboração de estratégias personalizadas.

São questões, portanto, que podem ajudar não apenas a sair das dívidas, mas a desenvolver a sua marca de maneira consistente.

A importância de uma boa gestão financeira

Por fim, é importante analisar o momento de sua gestão financeira e como ela pode se desenvolver. Estamos falando de cursos para o aprimoramento profissional, treinamentos internos para a qualificação dos seus recursos humanos e também em contratações pontuais para áreas específicas do setor financeiro.

Com essas soluções, a sua empresa vai blindar-se contra esses imprevistos e o seu quadro de funcionários vai evoluir de maneira gradual e constante. E, é claro, vai servir como um pilar fundamental para salvar uma empresa endividada.

 

E, caso você tenha ficado com alguma dúvida a respeito das dicas vistas neste post, ou caso tenha alguma experiência na sua bagagem profissional para compartilhar conosco, deixe um comentário logo abaixo!

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