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Como liderar os Millennials nas empresas: desafio da nova geração
Cultura da Empresa

Como liderar os Millennials nas empresas: desafio da nova geração

Nascidos na virada do século 20, os colaboradores Millennials, ou geração Y, são nativos da era digital, trazendo novos perfis profissionais e comportamentos. Aprender como liderar os Millennials é um desafio para o RH que busca ao mesmo tempo se alinhar às transformações tecnológicas para gerar vantagem competitiva.

Não é exagero dizer que tudo, na vida, é feito de ciclos. E isso inclui o perfil de profissionais, renovado a cada geração que se influencia pelas transformações sociais. Como é o caso dos colaboradores da Geração Millennial, a bola da vez do cenário corporativo.

Nativos da era digital, os colaboradores Millennials carregam em sua essência uma particularidade: não são eles que se adaptam ao ambiente. Eles demandam mudanças.

Ao longo deste artigo, vamos apresentar o conceito de Millennials, como é o perfil desse profissional e quais são os desafios que o setor de RH tem enfrentado para liderar os Millennials, estimulando-os a produzir cada vez mais. Boa leitura!

Quem são os Millennials?

As pessoas da Geração Millennial nasceram em uma época de transformações. Tal qual aconteceu com quem vivenciou as revoluções industriais e a era da informática. Os Millennials estão inseridos em um contexto digital.

Os Millennials são, portanto, jovens e em busca do seu espaço — seja nas questões pessoais ou nas profissionais. Uma geração que, caracteristicamente, demora mais para sair da casa dos pais, prioriza a carreira à construção de uma família e valorizam sua qualidade de vida.

Para o mercado de trabalho, o desafio é duplo: acompanhar as mudanças impostas pelo advento tecnológico e suprir os anseios da nova geração.

Um exemplo: a pesquisa Millennial Survey da Deloitte mostra que só 28% dos colaboradores millennials sentem que as empresas aproveitam todas as suas capacidades.

E mais: são profissionais que trocam de emprego com mais frequência do que as gerações anteriores. Isso pode fazer com que o turnover da empresa aumente consideravelmente.

Origem da nomenclatura

O termo foi citado, pela primeira vez, pelos autores norte-americanos William Strauss e Neil Howe no ano de 1991. Também conhecida como a geração Y, sua representação se deve pela sucessão da geração X e para classificar aqueles nascidos  entre os anos 1979 e 1995.

Millennials também é usado em boa hora, tendo em vista o boom da geração digital ocorrida na virada do século. É a era dos eletrônicos, de estar online e das redes sociais.

Vamos ver, então, como os colaboradores da geração Millennial entram em contato com esse momento de ruptura e transformações dentro de uma empresa.

Principais características do colaboradores Millennials

Com base no perfil que traçamos acima, podemos considerar que, em geral, os colaboradores millennials concentram algumas particularidades:

  • aceitam, lidam e engajam melhor com novas tecnologias;
  • são ambiciosos;
  • valorizam a mentoria de quem os auxilie na carreira e não os deixem estagnar;
  • consideram valiosa a comunicação transparente e a hierarquia flexível para expor suas opiniões;
  • buscam o empoderamento próprio;
  • preferem o ambiente de trabalho motivador e participativo, com um clima organizacional colaborativo e de transformações;
  • buscam, incessantemente, fazer a diferença
  • sentem a necessidade de valorização no ambiente de trabalho.

Para corroborar o que dissemos, o levantamento da Trendsity, que foi divulgado pela Época Negócios, destaca que 64% dos funcionários Millennials consideram que a sua geração é mais difícil de manter satisfeita.

Eles são, portanto, mais exigentes — tanto no que diz respeito ao comportamento deles como consumidor quanto como um profissional em desenvolvimento.

E, aí, entra a pergunta: como liderar os Millennials? Como as empresas têm lidado — e devem lidar? Vamos ver sobre isso a seguir.

Como liderar os Millennials: desafios para o setor de RH

Nova geração, novas situações que se desenrolam à frente dos profissionais de RH.

Da mesma maneira que os colaboradores Millennials têm contribuído para as mudanças propostas pelas novas tecnologias, o RH tem redefinindo o seu papel nas organizações para aprender como liderar os Millennials.

Afinal de contas, os modelos tradicionais e inflexíveis de gestão entram em conflito com um perfil profissional sempre em busca de mudanças. Trabalhar essas expectativas tem sido um dos grandes focos contemporâneos do setor de RH.

Exemplo disso é o resultado de uma pesquisa realizada pela PwC em diversos países, como:

As empresas têm trabalhado nessa flexibilização — cujo impacto remonta até mesmo à cultura organizacional delas — porque essa geração corresponde a uma boa parte da força de trabalho.

Só que as demandas acima citadas, bem como outros desafios, agregam mais complexidade à rotina de um profissional de RH. Vamos ver, a seguir, alguns deles!

Lealdade

Como destacamos, ao longo do perfil dos Millennials, a mudança frequente de empregos coloca a questão da lealdade em xeque.

Por privilegiarem a sua qualidade de vida, nem sempre um simples aumento salarial costuma ser o suficiente. Se o profissional crê que precisa dar mais atenção a si mesmo, ele opta a saída.

No entanto, ações motivacionais, treinamentos e um plano de carreira bem definido tendem a ser soluções pontuais para liderar os Millennials que gostam da empresa, mas sentem-se desvalorizados ou desmotivados por motivos internos — como a falta de perspectiva.

Expectativas

Mudanças, desenvolvimento, transformações… Qualidades que, nem sempre, acontecem na medida e na velocidade que os colaboradores Millennials esperam.

Com isso, cabe ao RH dosar essas expectativas e moldá-las por meio de uma eficiente gestão de conflitos para que as frustrações não dominem o ambiente de trabalho.

Boa maneira de liderar os Millennials é mantê-los desafiados. Novos projetos e ideias, além de treinamentos, são significativos para construir uma boa relação em que eles percebam o aprendizado e o desenvolvimento como partes inerentes de sua carreira.

Hábitos de trabalho

Destacamos acima a flexibilidade que os Millennials procuram. E é aí que o RH deve quebrar a cabeça para diluir a rigidez dos antigos moldes de trabalho.

Por meio de recursos tecnológicos, o home office se tornou uma modalidade que, em alguns casos, não demanda a presença física do colaborador dentro da empresa.

Para tanto, o RH deve dispor também de ferramentas que facilitem o monitoramento dos seus profissionais. Por exemplo: um controle de ponto digital que permita saber que cada um cumpriu a sua carga horária diária.

Outras soluções para esses desafios

O equilíbrio deve ser uma parte fundamental do trabalho do RH. Por um lado, atrair os Millennials e, por outro, não cometer transformações impulsivas.

Acontece que as transformações tecnológicas são realidade e estruturais, seja em curto, médio e longo prazo. Os tempos de mudanças chegaram, mas devem ser absorvidos com boa dose de planejamento.

Do contrário, a própria empresa perde a sua identidade, descaracteriza o fluxo de trabalho e perde para si mesmo, em um esforço de se adaptar a essas transformações.

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Como engajar os Millennials no trabalho

Manter a disposição, a motivação e o engajamento dos Millennials é um desafio constante. Afinal, uma vez que a busca por desafios é incessante, também é ininterrupto o trabalho do RH.

No entanto, uma série de ações inovadoras pode manter a sua empresa atrativa, internamente, e capaz de despertar o interesse de profissionais do mercado, como:

Mentoria reversa

Adeptos às tecnologias e tendências, os Millennials podem servir como porta-vozes das mudanças em uma empresa.

Por exemplo: a partir de um sistema de recompensas por novas ideias e soluções, eles podem se motivar a sempre agregar inovações dentro dos padrões e processos da empresa.

Vale relembrar que esse tipo de ação funciona melhor quando eles se sentem valorizados com isso, e parte estratégica do desenvolvimento da empresa.

Cliente 0

Quem melhor do que os jovens colaboradores da empresa para testarem os seus produtos ou serviços? Em vez de investir muito em testes externos, eles mesmos podem colocar a solução da empresa à prova. Conseguindo identificar pontos de melhorias.

Assim, a ideia de “cliente zero” consiste em colocar os próprios colaboradores à frente das opiniões relacionadas ao serviço ou produto testado. Uma maneira eficaz de engajá-los e também de obter um feedback inverso, dando a eles mais voz e empoderamento.

Check-ins periódicos

Reuniões, avaliações e feedbacks: isso tudo deve fazer parte da organização de uma empresa. Do contrário, a sensação de estagnação vai surgir rapidamente nesses profissionais.

Lembre-os que eles fazem parte da engrenagem de desenvolvimento da empresa — e que a mesma depende deles para se posicionar e diferenciar-se no mercado. Da mesma maneira, aponte o quanto a sua marca pode fazer a diferença no crescimento deles.

Construa a marca da empresa

Uma empresa sem identidade tem pouco poder de convencimento. Se falta personalidade, os Millennials tendem a se afastar.

Por isso, ainda que signifique uma ruptura na cultura organizacional, convém avaliar o quanto o próprio DNA da empresa parou de evoluir, com o tempo, e o que pode ser feito para recuperar esse período de recesso.

Crie uma estrutura adequada

Na era digital, as mesmas soluções arcaicas e analógicas não podem fazer parte da rotina de uma empresa. Independentemente do seu porte ou segmento de atuação.

Os Millennials se engajam com as novas tecnologias. Identificar as melhores para o crescimento da empresa é uma solução benéfica para todos os envolvidos.

Estimule-os por meio de desafios

Por fim, é importante saber como usar as tendências tecnológicas em favor do crescimento da empresa. E isso significa também aproximar-se dos Millennials.

Por exemplo: é sabido que profissionais satisfeitos produzem mais e melhor para a empresa. Com isso, é importante observar quais são as demandas dos profissionais dessa geração.

Isso facilita a construção de um ambiente de trabalho flexível, sempre em desenvolvimento. Que consiga extrair o melhor dos profissionais sem que eles fiquem exaustos ou desmotivados.

Como fazer isso? Abra os canais de comunicação da empresa, seja transparente e mostre que as opiniões dos colaboradores são ouvidas e que soluções são buscadas incansavelmente.

Afinal, o que os Millennials esperam de onde trabalham?

Até aqui, vimos o que as empresas podem fazer para se alinhar a esse volumoso perfil que tem dominado o mercado, que é o do colaborador millennial.

Só que as empresas sabem, exatamente, quais são as aspirações deles e o que procuram em uma empresa? Abaixo, destacamos os principais pontos a respeito disso!

  • ambiente de trabalho estimulante e flexível;
  • propostas claras de desenvolvimento — individual e coletivo;
  • modernização do fluxo e dos processos de trabalho;
  • possibilidade de se expressarem e exporem suas opiniões;
  • flexibilidade para agirem conforme cada demanda;
  • empresas dedicadas ao investimento em novas tecnologias.

Esse último ponto é um dos que mais merecem atenção pelo fato de estar presente no DNA dos Millennials.

Isso significa atenção redobrada à comunicação online, o uso estratégico e pesado das redes sociais e, internamente, softwares que contribuam com a gestão da empresa.

O setor de RH se qualifica amplamente com esse tipo de solução. E sabe por quê? Por meio de uma solução digital específica para o setor, a empresa se beneficia de:

Benefícios solução digital para o RH

  • integração de informações, facilitando a análise de dados e a tomada de decisão;
  • otimiza os recursos e o tempo investido em cada tarefa;
  • processos automatizados, deixando os profissionais da área com um cargo mais estratégico e focado em novas soluções para a empresa, como um todo;
  • mais segurança dos dados, bem como a modernização dos processos que vai depender menos de papéis.

Viu como são vantagens que estão intrinsecamente ligadas à demanda gerada — e exigida — pelos Millennials, que têm muito do perfil de um empreendedor corporativo?

No fim, essa adequação corporativa às transformações é uma resposta imediata não somente à geração Y. Atualmente, trata-se de um ajuste fundamental e necessário para se alinhar ao futuro.

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