Síndrome de burnout: um mal que pode afetar funcionários e empresas!

Síndrome de burnout é a doença do esgotamento profissional. Ela é uma das consequências do atual ritmo de trabalho no mercado, que é marcado por tensão emocional e estresse crônico.

Atualmente, o ambiente corporativo tem passado por diversas mudanças graças à crise dos últimos anos e as transformações do mercado de trabalho. Ele está cada dia mais competitivo e exigente.

 

A Síndrome de Burnot no cotidiano de muitas empresas

Desta forma, as equipes tem se tornado mais enxutas e muitos profissionais precisaram passar a ocupar mais de um cargo em seu trabalho. Algumas funções que anteriormente eram ocupadas por três ou quatro pessoas, passaram a ser responsabilidade de uma só.

Isso tem aumentado o estresse no ambiente de trabalho, no qual os funcionários precisam mostrar cada vez mais disposição e agilidade para serem multitarefas. Esse cenário tem feito com que muitos profissionais sintam ansiedade e pressão para manter seus empregos.

Devido a isso, os problemas de saúde que podem surgir estão aumentando. O excesso de trabalho, preocupações e estresses que vêm junto com essa rotina acelerada podem trazer graves consequências para a vida da pessoa.

De acordo com uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA-BR) no Brasil com profissionais das áreas de finanças, indústria e saúde, 89% dos entrevistados responderam ter sintomas físicos de dores musculares, incluindo dor de cabeça, enquanto 72% relatam cansaço e 39% distúrbios do sono.

Os malefícios não param nas dores físicas, eles também afetam a saúde emocional, causando ansiedade, angústias, estresse e irritação. A síndrome de burnout é uma dessas doenças atuais que tem afetado muitos profissionais no mundo todo.

Burnout acontece quando os profissionais são expostos a condições de trabalho desgastantes e pode causar muitos prejuízos, tanto para a empresa, quanto para o funcionário. Portanto, saber como evitá-la é fundamental. Confira a seguir tudo o que você precisa saber para ficar livre desse problema:

 

O que é Síndrome de burnout?

Esse distúrbio psíquico foi descrito por um médico americano em 1974, mas suas causas e sintomas continuam sendo muito atuais. Ele é consequência do estresse severo e prolongado.

A síndrome tem como principal característica o estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho física, emocionais e psicológicas desgastantes.

Independente de sua carreira ou cargo, qualquer profissional pode estar exposto a ela, principalmente aqueles que trabalham com envolvimento interpessoal direto e intenso. Tais como:

  • Professores ou outros da área de educação;
  • Jornalistas;
  • Advogados;
  • Profissionais da área da saúde;
  • Bancários, executivos;
  • Atendentes de telemarketing;
  • Assistente sociais;
  • Funcionários de recursos humanos;
  • Agentes penitenciários, policiais, bombeiros, entre outros.

Burnout pode ser considerado um período prolongado do tempo onde o indivíduo experimenta a exaustão e a falta do interesse nas coisas, tendo como resultado um declínio em sua produtividade e desempenho em suas tarefas diárias. Por isso exige atenção.

 

Como identificar os sintomas e sinais físicos?

Há diversos sintomas que um profissional com a síndrome de burnout pode apresentar. O principal sintoma sentido pelos funcionários afetados é a sensação de esgotamento físico e emocional que passará a afetar o comportamento dessas pessoas, refletindo em atitudes negativas, como:

 

Sintomas emocionais

  • Agressividade;
  • Isolamento;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Irritabilidade;
  • Falta de apetite;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Pessimismo;
  • Baixa autoestima.

 

Sintomas físicos

Além de ter o emocional abalado, o paciente pode ser afetado com sintomas físicos, como:

  • Dores de cabeça;
  • Enxaqueca;
  • Cansaço;
  • Sudorese;
  • Palpitação;
  • Pressão alta;
  • Dores musculares;
  • Insônia;
  • Asma;
  • Distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares;
  • Em mulheres também é comum alterações no ciclo menstrual.

Muitas pessoas podem ter algum desses sintomas acima por diversos outros motivos. Inicialmente, pode até ser confundido com depressão, por isso é importante um diagnóstico exato.

 

Primeiros sinais

Burnout é um processo gradual, por isso é necessário acompanhar os primeiros sinais de seu início. Eles são sinalizadores de que algo está errado e precisa ser resolvido. Quando diagnosticado a tempo, pode ser evitado.

Veja quais sinais devem ser observados:

  • Cansaço e esgotamento na maior parte do tempo;
  • Imunidade baixa e doenças frequentes;
  • Dores de cabeça e musculares recorrentes;
  • Alterações no apetite e sono;
  • Uso de drogas ou álcool para lidar com as situações;
  • Faltas injustificadas ou atrasos no trabalho.

 

Consequências profissionais e pessoais

Uma pessoa afetada pela síndrome de burnout tem sua vida profissional e pessoal prejudicada. Ela passa a sofrer com os efeitos negativos do esgotamento em diversos aspectos, incluindo nos relacionamentos com sua família, colegas de trabalho e em toda a sua vida social.

O burnout ainda pode acarretar em alterações de longo prazo no corpo da pessoa, afetando sua imunidade e tornando-a vulnerável a doenças virais e resfriados.

O trabalho em equipe é totalmente prejudicado, o funcionário com burnout perde a capacidade de compreender o sentimento ou reação das outras pessoa e ainda a faculdade de compreender emocionalmente o outro.

Dessa forma, acaba não se envolvendo com os problemas e as dificuldades de seu time, diminuindo sua produtividade. O desinteresse e corte de relações interpessoais, também acaba prejudicando a relação e o atendimento de clientes.

 

Consequências para a empresa

Muitas vezes a síndrome de burnout é causada por excesso de horas extras de trabalho, altos níveis de exigência de produtividade, além de metas impossíveis impostas pelo empregador. Normalmente, impossíveis de serem cumpridas pelos funcionários.

Essas condições causadas por um ambiente de trabalho tóxico podem desencadear a síndrome em seus funcionários, gerando graves consequências também para a organização, como desvalorização do trabalho, falta de segurança no emprego, assim como a queda da produtividade de toda a equipe.

Essas situações, muitas vezes podem resultar em acidentes de trabalho, gerar afastamentos médicos, processos administrativos e outros problemas difíceis de serem resolvidos.

 

Quais os tratamentos necessários?

Os tratamentos dessa síndrome devem envolver  o acompanhamento de psicólogos e até o uso de medicamentos, como os antidepressivos. No entanto, algumas ações devem ser tomadas no dia a dia para amenizar os sintomas dessa doença crônica.

Muitos especialistas indicam que o profissional afetado repense sua rotina, melhorando sua qualidade de vida por meio de atividade física regular, exercícios de relaxamento, adoção de uma alimentação saudável e um maior contato com amigos e familiares.

Confira a seguir outras dicas para se adotar no dia a dia e superar o burnout:

 

1. Desconecte-se

Os profissionais atuais costumam ficar ligados a seus trabalhos 24 horas por dia, sete dias por semana graças às tecnologias disponíveis para isso.

No entanto, isso pode prejudicar ainda mais o colaborador com a síndrome. Portanto, é fundamental não ficar conectado ao trabalho o tempo todo.

 

2. Conheça os sinais de seu corpo

A automedicação também é bem comum entre os profissionais atuais para evitar os contratempos que dores de cabeça, cansaço ou dores muscular podem causar.

Mas, esses sinais emitidos pelo corpo podem ser os primeiros sinais do burnout. Por isso, é necessário ouvir e tentar entender cada um desses sinais.

 

3. Planeje as horas de descanso

O planejamento diário e semanal não deve ser composto apenas de reuniões e trabalhos pendentes. A hora de descanso também deve ser planejada. Isso vai contribuir para que o tempo de relaxamento realmente aconteça.

 

4. Evite remédios para dormir

O efeito desse tipo de substância pode interferir e alterar os processos do seu cérebro. Por isso, evite o uso desses remédios quando não prescritos por um médico. Busque alternativas naturais, como chás de ervas, ioga e outras técnicas de relaxamento.

 

5. Mantenha a organização

Ao se organizar, o profissional tende a distribuir melhor suas tarefas, evitando realizar atividades de última hora. Assim, torna-se mais fácil lidar com as coisas.

 

6. Faça intervalos durante o trabalho

O trabalho sem pausas para descanso podem tornar o profissional estressado e improdutivo. Assim, é fundamental fazer pausas de 15 minutos a cada hora focada no trabalho.

 

7. Conte com o apoio familiar

Para lidar com doenças crônicas, como a síndrome de burnout, o colaborador deve procurar apoio nas pessoas a sua volta.

Momentos com a família e amigos são grandes aliados contra esse mal, pois eles podem ajudar a pessoa a viver melhor e a se divertir.

 

E as prevenções ?

Ter qualidade de vida no ambiente de trabalho é o primeiro passo para evitar a síndrome de burnout. Portanto, é necessário assumir algumas atitudes no ambiente profissional para evitar esse tipo de doença. São elas:

  • Abandone o lema “Meu nome é trabalho”. É fundamental não colocar o trabalho na frente de todas as coisas. Busque diversificar as fontes de gratificação e descobrir seus hábitos de prazer, como leitura, viagens, esportes, entre outros;
  • Faça avaliações periódicas sobre o custo-benefício de seu emprego. O que continua o mantendo lá? O salário? É realmente gratificante?;
  • Transforme seu estilo de vida antes de qualquer problema de saúde. Alimente-se bem, em horários regulares, não exagere no álcool e na cafeína. Além de dormir o necessário;
  • Restabeleça contatos profissionais. Faça networking, procure novas chances no mercado ou em outro setor da empresa se, após analisar o trabalho atual, detectar exaustão e insatisfação.

 

Como o RH deve agir frente aos sintomas de burnout?

Ao detectar colaboradores com estresse e outros sintomas, o RH deve agir. Há diferentes formas podem ajudar as empresas a evitarem que a síndrome afete sua equipe. Confira:

 

1. Avaliações do ambiente de trabalho

O primeiro passo para evitar que os colaboradores sofram com o burnout é garantir que o ambiente de trabalho seja agradável e motivador. Portanto, o RH deve garantir as mudanças necessárias, além de orientar a liderança de como os colaboradores devem ser tratados. Certificar-se que eles se sintam importantes e indispensáveis pela empresa

Para isso, avalie a estrutura e os recursos fornecidos ao profissional e relacione com a demanda que ele recebe. Dessa forma, é possível identificar se as condições são apropriadas para que o empregado realize suas funções adequadamente ou se há cargas extras de trabalho.

 

2. Desenvolvimento da comunicação interna

É fundamental manter a comunicação interna otimizada por meio de canais abertos de diálogo entre todos. Desta forma, os colaboradores se sentem mais próximos aos líderes e chefes, criando um sentimento de pertencimento e valorização da empresa.

Além disso, os funcionários passam a entender melhor as expectativas da empresa sobre seu trabalho, assim como a organização consegue acompanhar de perto a satisfação de seu time em relação ao trabalho.

 

3. Reconhecimento dos funcionários

Além de oferecer bons salários e benefícios aos colaboradores, a empresa deve investir em reconhecimento profissional para deixar seu time motivado.

Para isso, crie planos de carreira, ofereça orientação de gestão profissional, entre outras ações que transparecem reconhecimento.

 

O Burnout é um problema grave de saúde e pode afetar qualquer profissional muito engajado e que lide com situações de estresse constante. Por isso, é fundamental que o RH esteja preparado para identificar possíveis sintomas, assim como saber como evitá-los. Quando o colaborador com a Síndrome faz o tratamento de forma adequada, passa a perceber diversos sinais de melhoria, como maior rendimento no trabalho, confiança e diminuição do cansaço e estresse.

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