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Bullying no ambiente de trabalho: como prevenir esse tipo de assédio?
Cultura da Empresa

Bullying no ambiente de trabalho: como prevenir esse tipo de assédio?

A lei considera o bullying como um abuso passível de punição e indenização por danos morais. Agora, imagine esse comportamento nos corredores corporativos e entendemos como o bullying no ambiente de trabalho se manifesta e prejudica a todos.

 

Você já se deparou com uma situação em que os colegas do departamento se divertem às custas de outro membro da equipe? Brincadeiras que muitos acham divertidíssimas, exceto o alvo de tanta graça?

Pois então, esse é um exemplo clássico de bullying no ambiente de trabalho. Afinal de contas, o limite da brincadeira e do assédio moral é tênue, mas claramente distinta pela reação de quem sofre com essas provocações.

As consequências disso são tão variadas quanto graves — e podem acarretar problemas diversos para todos: do alvo das brincadeiras aos que perpetuam esse comportamento e à empresa.

Afinal de contas, o bem-estar coletivo faz parte, sim, das obrigações e responsabilidades da corporação — personificadas na rotina dos profissionais de RH.

Por isso, neste post vamos esclarecer todas as dúvidas que você possa ter a respeito do bullying no ambiente de trabalho. E, assim, saber como reagir a esse grave problema. Acompanhe!

 

O que é o bullying?

Antes de adentrarmos no conceito de bullying no ambiente de trabalho, uma rápida contextualização: o termo condiz com uma série de atitudes e comportamentos que banalizam e ridicularizam outra pessoa.

O problema é que essas ações vêm tanto na forma de uma brincadeira inocente quanto de um modo agressivo. E o problema com isso está mais do que evidente, não acha?

Quando as pessoas se tornam alvos fáceis de ridicularização, elas se retraem mais — especialmente, quando são naturalmente tímidas ou reclusas.

Isso pode acumular-se em outras questões que dificultam o convívio social e o desenvolvimento pessoal e profissional do indivíduo que sofre bullying. Além dos agravamentos psicológicos nas vítimas desse tipo de abuso.

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Como é a sua ocorrência no ambiente de trabalho?

Vale observar, inicialmente, que a lei considera o bullying como um abuso passível de punição e, inclusive, indenização por danos morais — o que varia de acordo com a gravidade de cada caso.

Agora, imagine tudo o que vimos aqui e transporte para os corredores corporativos. É isso o bullying no ambiente de trabalho.

Como destacamos, muitas vezes pode se disfarçar de brincadeira inocente ou, ainda, que se trata de algo que os profissionais associam apenas a criança e adolescente.

Acontece que o bullying no ambiente de trabalho — e em qualquer outro lugar — acontece com frequência e deve ser tratado com seriedade.

Quer um exemplo? O bullying já afeta quase 50% dos jovens no ambiente corporativo! Entre os casos mais frequentes, podemos destacar:

  • apelidos pejorativos;
  • intrigas ou fofocas;
  • brincadeiras de mau gosto;
  • humilhações;
  • desprezo e exclusão.

Talvez tenha dado para perceber que são atitudes passíveis de acontecerem com qualquer pessoa, e em qualquer nível hierárquico da cultura organizacional de uma empresa.

Até por isso, vamos nos estender mais sobre os tipos de situações mais frequentes que ocasionam o bullying no ambiente de trabalho.

 

Quais são os tipos mais comuns de assédio?

A seguir, destacamos alguns exemplos que complementam os anteriormente citados. São os casos de:

  • críticas abusivas, que não desempenham um papel construtivo se não o de humilhação;
  • apontamento de culpados sem justificativas;
  • alvos de ofensas diversas;
  • elaboração de situações humilhantes;
  • alvos de piadas;
  • constante monitoramento e vigília por parte das pessoas, constrangendo o indivíduo;

Muitas situações, portanto, que podem acontecer a qualquer hora. Para tanto, cabe às empresas identificar rapidamente esse tipo de assédio.

Além, é claro, de tomar atitudes repreensivas e manter o canal aberto para que os colaboradores se exponham e acusem qualquer comportamento provocativo.

 

Existe um perfil de que pratica o bullying?

Embora as mulheres sejam um dos alvos preferidos de quem pratica bullying no ambiente de trabalho, elas também são as que mais praticam esse tipo de atitude.

Só que isso não basta para traçar um perfil. Cada organização tem as suas particularidades, não podendo confiar cegamente em pesquisas.

Em vez disso é importante avaliar os comportamentos abusivos, e não os traços de quem, ocasionalmente, os pratica.

Por exemplo: as brincadeiras, quando em excesso, podem ser traduzidas como o bullying no ambiente de trabalho. O problema maior está em ninguém reparar nisso.

 

E daqueles que sofrem esse tipo de assédio?

Há a tendência em direcionar o perfil às pessoas mais caladas, introspectivas e isoladas socialmente. Só que, da mesma maneira que acontece com o perfil de quem abusa, isso não inteiramente verdade.

Afinal, qualquer pessoa está passível de uma ação desrespeitosa que aconteça e se repita no dia a dia. Algo que pode vir de gestores e que pode acontecer também com gestores.

E a relevância disso acontece, especialmente, porque o bullying no ambiente de trabalho pode se resumir em diversos efeitos colaterais — e perigosos — para quem sofre com isso.

 

Quais são as consequências do bullying no ambiente corporativo?

Quem pratica o bullying segue com a sua vida. Pois, como dizem, a memória do agressor é mais curta do que a do agredido.

Com o bullying no ambiente de trabalho não é diferente. A raiva acumulada, o sentimento de humilhação e impotente vergonha tristeza podem fazer moradia no semblante dessas pessoas.

Não à toa, esse comportamento abusivo pode causar uma série de danos às pessoas, como:

  • desmotivação;
  • estresse elevado e também sintomas presentes de uma situação pós-traumática;
  • baixa produtividade;
  • mais ausências no ambiente de trabalho;
  • baixa auto-estima;
  • dores musculares em decorrência do estresse acumulado;
  • fobias;
  • problemas de sono — insônia ou sono em excesso;
  • depressão;
  • problemas de ordem alimentar.

Sintomas físicos e psicológicos, portanto, e que podem estagnar por um tempo indeterminado toda e qualquer tentativa de desenvolvimento — pessoal e profissional — das vítimas.

Que tal vermos, então, o que setor de RH pode fazer para reduzir e prevenir a sua empresa de presenciar essas situações em suas rotinas?

 

Como prevenir esse tipo de situação?

Como vimos, o bullying pode impactar diretamente na motivação individual e coletiva. Livrar-se desse problema, então, é um desafio que o RH deve monitorar constantemente.

Para tanto, algumas medidas — preventivas e reativas — devem ser comunicadas e implementadas, na empresa, para acabar de vez com o bullying no ambiente de trabalho:

  • política de intolerância contra qualquer tipo de agressão;
  • canais de comunicação abertos para que as vítimas se abram e relatem os ocorridos;
  • treinamentos corporativos que reforcem a importância em não praticar o bullying.

Vale destacar, também, que o assédio moral — muito visto no bullying — está previsto no artigo 483 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Em muitos casos, o agressor pode ser demitido por justa causa e, ainda, arcar com outros custos para indenizar a vítima, como já havíamos antecipado.

 

Quer dar o primeiro passo para conscientizar toda a empresa a respeito do bullying no ambiente de trabalho? Então, compartilhe este post nas redes sociais e dê início a uma produtiva discussão que vai erradicar de vez os assédios dentro da sua empresa!

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