banqueiro individual

Banqueiro Individual: entenda a modalidade de empréstimo entre pessoas físicas

Um dos grandes problemas da pessoa física e de muitos empresários, atualmente, é o acesso ao crédito. Afinal, costumeiramente vemo-nos diante de situações financeiras das quais a renda imediata que possuímos é insuficiente. E o banqueiro individual é uma modalidade de crédito que pode contribuir positivamente com isso.

E o melhor: sem os mesmos problemas de um cheque especial, por exemplo, que possui elevadíssimas taxas de juros. Como resultado, você garante mais estabilidade no cumprimento de prazos e consegue planejar-se financeiramente de acordo com os seus objetivos.

Mas do que se trata o banqueiro individual e como funciona todo o processo? Nos tópicos abaixo, vamos tratar sobre tudo o que você precisa saber a respeito do assunto. Confira!

O que é o banqueiro individual?

Recentemente aprovado no Congresso Nacional do Brasil por meio da Lei Complementar Nº 167, o banqueiro individual é um projeto legal para permitir o empréstimo entre pessoas físicas sem que exista (ou seja exigida) a intervenção de bancos ou instituições financeiras.

A medida está em vigor desde o dia 24 de abril de 2019 e, na prática, oferece mais flexibilidade para o consumidor na hora de solicitar crédito com juros mais atrativos e de maneira que os empréstimos deixem de ficar tão centralizados nas empresas — ou mesmo que faça-nos recorrer a outras medidas, algumas ilegais e perigosas, como o empréstimo de agiota.

Existem, no entanto, algumas regras e condições que devem ser respeitadas a fim de permitir aos interessados o ingresso na modalidade de banqueiro individual para conceder crédito a outras pessoas.

Como funciona o modelo de banqueiro individual?

O termo para conceituar o trabalho de um banqueiro individual ficou conhecido como ESC — sigla para Empresa Simples de Crédito. De maneira geral, são empresas que podem ser administradas por uma só pessoa jurídica ou um grupo de indivíduos, como uma sociedade financeira, para oferecer os créditos desejados pela população em necessidade para quitar as dívidas ou empreender com uma renda extra.

Como resultado, as Empresas Simples de Crédito aumentam a concorrência do setor, algo que pode ser percebido em médio prazo, provavelmente, mas que já tem consequências positivas imediatas para o público em geral. E as taxas de juros são o efeito mais impactante disso.

Além disso, para ser um banqueiro individual e abrir a sua ESC, as pessoas interessadas têm que:

  • ser uma pessoa jurídica responsável pelo empreendimento;
  • ter registro de empresário individual;
  • possuir uma renda salarial anual e bruta de R$ 4,8 milhões, no máximo;
  • realizar suas atividades ao município onde reside ou, no máximo, às cidades vizinhas. 

Quem vai cuidar para que essas regras sejam atendidas é o Código Civil. É sempre importante contar, também, com um bom profissional de contabilidade para lidar com todos os trâmites de maneira responsável, transparente e efetiva.

Quais são as taxas de juros praticadas pelo banqueiro individual?

Comecemos pelo básico: embora o banqueiro individual não possua a interferência do Banco Central, isso significa que não existe uma parametrização a respeito da taxa de juros.

Entretanto, algumas coisas podem levar em consideração o fato de que serão taxas mais convidativas do que as praticadas por instituições financeiras convencionais. A Lei da Usura, de 1933, impede que as taxas de juros excedam o dobro do valor.

Com isso, muitos especialistas apontam a possibilidade de autorregularização desse setor tão recente. Afinal de contas, justamente pelo seu frescor é que estão considerando as taxas menores para atrair clientes, evitar inadimplências e popularizar o modelo de banqueiro individual.

Vale destacar, contudo, que a atenção pelas melhores taxas e condições de pagamento exige um cuidado redobrado ao pesquisar pelas ESCs do mercado. Pesquise bastante e faça simulações diversas para que a concessão de crédito seja, de fato, vantajosa para você e de acordo com o seu planejamento financeiro. 

Quais são os riscos associados ao modelo de banqueiro individual?

Assim como todo tipo de concessão de crédito — seja por meio de consórcios, financiamentos ou empréstimos, entre outros —, existem riscos em solicitar os serviços de um banqueiro individual por meio de sua ESC. Mesmo que seja uma atividade com bom potencial de facilidade de acesso e ausência de burocracias excessivas.

Ainda assim, vale reforçar que tais atrativos também podem ser armadilhas financeiras para quem não tem cautela ao cuidar do seu patrimônio e, tampouco, conhecimento para administrar as finanças. Aqui, os cuidados são os mesmos de pedir empréstimo em qualquer outra instituição financeira do mercado.

Inclusive, para conhecer um pouco mais a respeito dos empréstimos e suas reais necessidades, vale a pena ficar por dentro de outro artigo nosso que explora, especificamente, a relação entre as crises financeiras e a solicitação de empréstimos! Deixe a leitura salva para iniciar assim que finalizar este post!

Quais são as suas dúvidas a respeito do banqueiro individual?

Agora que já vimos tudo aquilo que tem compreendido a proliferação dessa nova modalidade de crédito do mercado financeiro, que tal reforçarmos os pontos mais importantes dessa novidade com base em um rápido modelo de perguntas e respostas? 

Confira, logo abaixo, do que se trata o banqueiro individual e as suas futuras Empresas Simples de Crédito!

Qualquer pessoa pode abrir uma Empresa Simples de Crédito?

Sim, desde que a pessoa física respeite todas as regras impostas para abrir uma ESC. isso agrega mais segurança e controle para que o modelo de banqueiro individual faça sucesso já em curto prazo.

Quais são as taxas de juros praticadas?

Embora ainda não exista clareza quanto ao assunto, vale a pena apontar que a primeira Empresa Simples de Crédito efetuou o serviço de banqueiro individual com uma taxa mensal de juros de 3,5%.

Quem fiscaliza o banqueiro individual?

Como destacamos, o Banco Central não interfere por meio de sua supervisão nesse tipo de atividade. Só que isso não significa que inexistem regras e controles. Pelo contrário: a atividade do banqueiro individual tem que ser registrada em entidades que sejam autorizadas pelo Banco Central ou mesmo pela Comissão de Valores Mobiliários.

O banqueiro individual precisa pagar quais impostos?

O banqueiro individual não pode adequar o seu negócio ao regime do Simples Nacional. Para esse tipo de atividade estão permitidos apenas os regimes de tributação pelo pelo lucro real ou presumido.

 

Você pode ficar por dentro dos desdobramentos desse assunto, sabia? Afinal de contas, muita coisa ainda pode (e vai) acontecer permitindo uma regulação cada vez melhor e qualitativa do trabalho do banqueiro individual. Para isso, aproveite para curtir a nossa página no Facebook e siga-nos no Instagram, Twitter e LinkedIn para ficar por dentro de todas as nossas dicas e novidades!

 

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.