Aumento na conta de luz

6 fatores que causam aumento na conta de luz

Sim, existem diversos fatores que causam o aumento na conta de luz, e alguns deles fogem do nosso controle e das boas práticas de economia doméstica

Acontece que, se você souber exatamente o que influencia esses valores, pode ser que as oscilações no valor da sua conta de energia elétrica não interfira de maneira significativa no orçamento familiar.

E foi isso que motivou-nos a produzir este artigo. Muitos brasileiros ainda não se sentem confortáveis em analisar as siglas, valores e cobranças em suas despesas fixas — como as contas de luz e de água — e nem sempre vão atrás de tais informações para terem menos imprevistos e desconfortos no pagamento dessas despesas mensais.

Abaixo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o assunto e, ainda, apontar os 6 fatores que causam aumento na conta de luz, como:

  1. Modificações na bandeira tarifária;
  2. Reajustes anuais;
  3. Revisão tarifária;
  4. Crises;
  5. Revisões extraordinárias;
  6. Consumo exagerado de aparelhos eletrônicos em casa.

Boa leitura!

Como interpretar as informações presentes na conta de luz?

Ao receber a conta de luz, nós corremos os olhos diretamente para o valor final que a empresa responsável calculou em decorrência do consumo naquele período.

Só que tende a ser um mistério para muitas pessoas, quando o valor de um mês dá um salto enorme em comparação com o mês anterior. Ainda mais, se não houve excesso algum de consumo.

Daí a importância em entender quais são as informações impressas na conta de luz, facilitando para que você entenda de onde está vindo essa oscilação tão abrupta e impactante de valores.

Para começar, vamos entender o que consta nesse papel que já faz parte das despesas fixas de qualquer cidadão. O conceito, em si, prende-se à ideia de que os consumidores devem receber um demonstrativo dos serviços prestados em um período de tempo — normalmente, um intervalo de 30 dias. 

Traduzindo: é uma espécie de comprovante do consumo de energia elétrica no mês, e que serve como carta de cobrança da distribuidora da rede elétrica da sua região. Lembrando que todas as informações estão descritas e previstas conforme as regras da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Nelas, por meio da Resolução Normativa nº 414, de 2010, o consumidor deve ser informado de algumas questões cruciais, com:

  • a classe e a subclasse da sua unidade consumidora;
  • os registros, bem como as datas, das últimas leituras realizadas nos medidores — e também a data de previsão para a próxima medição;
  • os valores relativos a cada produto e serviço que foi utilizado ao consumir a energia elétrica — dentro, é claro, das tarifas em conformidade com as resoluções em vigência.

Vale destacar, também, que eventuais inadimplências em contas anteriores vão aparecer na atual conta de luz. Além de possíveis descontos e qualquer outro tipo de lançamento pertinente.

Quais são os 6 fatores que causam aumento na conta de luz?

Pois se agora já sabemos o que é esse documento e como ele se apresenta mensalmente à porta dos consumidores brasileiros, vamos entender quais são os fatores que causam o aumento na conta de luz?

Com base nos apontamentos abaixo, você e a sua família vão aprender a planejarem-se melhor e, com isso, evitar que esse pagamento contínuo se torne uma verdadeira dor de cabeça para o seu orçamento!

1. Modificações na bandeira tarifária

Em geral, a geração de energia no Brasil é alimentada por meio das usinas hidrelétricas — que, por sua vez, depende muito regime de chuvas no país e da cheia de suas respectivas represas. Quando o nível de água é baixo, a produção é menor e as distribuidoras de energia elétrica recorrem a outro tipo de energia: termoelétrica.

Essa alternativa é ainda menos sustentável do que a produzida com as hidrelétricas, e também mais custosa. Assim, nesses períodos, um dos fatores que causam aumento na conta de luz é a modificação na bandeira tarifária para suprir os custos de usar a energia termoelétrica.

Desde 2015, o governo federal instaurou o sistema de bandeiras. Foi uma ideia aplicável para agregar mais transparência entre as distribuidoras e o consumidor brasileiro, e para que todos possam entender as oscilações bruscas em suas contas de luz.

Sistema de bandeiras tarifárias

O sistema corresponde à seguinte classificação:

  • bandeira verde, que aponta a produção normal e funcional de energia elétrica a partir das hidrelétricas suprindo grande parte da demanda — assim, não existem tarifas extras na conta de luz;
  • bandeira amarela, que corresponde a uma demanda e consumo acima da produção gerada pelas hidrelétricas. Nessas situações, as distribuidoras cobram R$ 0,01 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • bandeira vermelha, um sinal de alerta para os níveis críticos de reservatórios de água, exigindo o uso das termelétricas para gerar energia elétrica. Nessas situações, o bolso do consumidor enfrenta um aumento de R$ 0,03 por kWh;
  • bandeira vermelha (patamar 2), que tem se mostrado um cenário muito adverso, mas possível de acontecer. Quando os níveis críticos são atingidos, as distribuidoras estabelecem o aumento de R$ 0,045 por kWh consumido na tarifa de energia elétrica.

Saber dessas mudanças na bandeira tarifária ajuda o consumidor a se programar. Se, de um mês para o outro, está previsto o uso da bandeira vermelha, por exemplo, cabe ao brasileiro considerar as melhores formas de economizar no dia a dia ao usar esse recurso e, assim, evitar que a conta de luz estoure o seu orçamento.

2. Reajustes anuais

Um dos mais populares fatores que causam aumento na conta de luz, o reajuste anual prevê todo tipo de alteração em serviços e produtos e que, periodicamente, torna a geração e distribuição de energia elétrica mais caras. E, por consequência, o consumidor paga a mais por isso, assim como os impostos e taxas que incidem sobre o serviço e outras camadas da sociedade.

3. Revisão tarifária

Revisões podem ocorrer, de tempos em tempos, para conferir se as tarifas previstas estão de acordo com o contrato realizado entre as distribuidoras de energia de cada região do país. 

Para esse tipo de reajuste na tarifa da conta de luz, alguns quesitos são observados e podem influenciar no seu valor final, como:

  • índices inflacionários;
  • custos operacionais;
  • custo de investimentos no período analisado;
  • quota de depreciação.

É importante ficar de olho nas eventuais revisões que a distribuidora de energia elétrica prevê e analisa, periodicamente, a fim de entender qual pode ser o impacto na sua conta de luz nos meses seguintes.

4. Crises

Até destacamos brevemente esse ponto, anteriormente, mas vale reforçá-lo. Em tempos de crise — seja ela natural, como secas e pandemias, ou influenciadas pela mão do homem, como questões na área econômica, política ou financeira, entre outras —, a sociedade inteira sente os impactos negativos do problema. E isso inclui a distribuição da rede elétrica.

Ainda mais, quando são questões que envolvem, direta ou indiretamente, o trabalho das distribuidoras. Nessas situações, os aumentos podem ser emergenciais (até com base no sistema de bandeiras citado acima) e temporários. De qualquer forma, sua atenção é necessária para controlar os custos nesse período.

Inclusive, podemos ajudar nesse sentido. Fizemos um post completo sobre como você pode economizar e reduzir os gastos em tempos de crise. Dê uma conferida assim que finalizar este artigo!

5. Revisões extraordinárias

Revisões extras podem ser solicitadas a ANEEL, pela distribuidora de energia da sua região, para certificar-se de que novas condições estejam encarecendo o serviço prestado, o que ocasiona no desequilíbrio financeiro entre o praticado para os consumidores e o caixa da empresa em questão. 

Nesses casos, o valor das tarifas pode ser revisto. O que se mostra mais um dos fatores que causam aumento na conta de luz.

6. Consumo exagerado de aparelhos eletrônicos em casa

Não pense que o consumidor tem que ficar atento apenas ao que acontece fora de sua residência. Afinal de contas, nós temos uma relação cada vez maior com a tecnologia, o que se traduz no aumento de produtos eletrônicos nos lares do brasileiro.

Sem falar em maus hábitos que são costumeiramente aplicados há anos na distração do dia a dia, como sair dos aposentos e deixar a luz acesa, manter eletroeletrônicos ligados quando não estão em uso etc..

Quais são os principais vilões no aumento da sua conta de luz?

Sobre esse último tópico, reunimos alguns dos aparelhos que costumam estar associados ao elevado consumo de energia elétrica. Afinal, entre os fatores que causam aumento na conta de luz, os nossos próprios hábitos estão entre os principais responsáveis por isso.

Veja, então, quais produtos mais consomem eletricidade quando estão sendo utilizados:

  • chuveiro elétrico;
  • aquecedor;
  • secadora de roupa;
  • ar-condicionado (quanto maior a potência do aparelho, maior é o seu consumo);
  • lavadora de louça;
  • lavadora de roupa;
  • cooktops;
  • ferro a vapor;
  • geladeiras;
  • forno elétrico;
  • micro-ondas.

Vale destacar, ainda, que existem diversos aparelhos cujas novas tecnologias têm buscado a redução no consumo de energia elétrica. 

No país, esses produtos podem ser identificados por meio do Selo Procel. Ao adquirir um novo aparelho, então, vale a pena certificar-se se os eletroeletrônicos em questão foram idealizados para agregar também economia ao seu orçamento doméstico.

 

Agora, queremos saber um pouco sobre os hábitos que você e a sua família praticam no dia a dia. Conte pra gente, no campo de comentários abaixo, quais são as medidas que vocês exercitam para reduzir os custos no consumo de energia elétrica?

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