Assédio Moral: qual o impacto financeiro de processos trabalhistas?

Assédio Moral

Infelizmente, muitas empresas ainda têm que lidar com a ocorrência de assédio moral em suas dependências. Essa prática no ambiente de trabalho pode ser muito prejudicial à empresa, não apenas devido a seu impacto financeiro em razão de processos judiciais, como também na redução da produtividade de colaboradores e equipes. No entanto, quais seriam exatamente essas consequências? Como evitar o assédio moral na sua empresa? Continue a leitura e confira as respostas.

Entenda o que é assédio moral

Existem vários tipos de assédios que podem ser praticados em um ambiente de trabalho. Em linhas gerais, essa prática consiste na humilhação de empregados, por colegas ou superiores, em situações repetitivas e prolongadas ao longo do tempo.

Apelidos, boatos, xingamentos, perseguições, punições injustas, condutas agressivas, inferiorização e outros tipos de condutas constrangedoras podem se enquadrar nesse conceito, que é bastante flexível e passível de interpretação cada vez mais abrangente nos tribunais. É importante ressaltar que fazer com que o ambiente de trabalho seja insuportável para forçar o empregado a pedir demissão também configura assédio moral.

Essa degradação das condições de trabalho normalmente impede o exercício regular das funções de colaboradores, causando estresse, baixa autoestima, frustração, vergonha, desligamentos, diminuição da produtividade, fragilidade e vários outros distúrbios emocionais.

Em geral, o assédio moral é praticado por uma pessoa e muitas vezes é corroborado por colegas e superiores. Por isso é tão importante que esse tipo de conduta seja rapidamente disciplinada a fim de evitar a naturalização de comportamentos semelhantes no futuro.

Possíveis impactos financeiros dessa prática

As consequências de um ambiente de trabalho em que o assédio moral é naturalizado ou aceito são inúmeras, especialmente para as vítimas. Para a empresa, resta a geração de um grande passivo financeiro, já que o assédio moral a expõe a possíveis processos judiciais, entre outros impactos. Veja:

Indenizações por danos morais

Essa é a principal consequência do assédio moral, já que muitos empregados recorrem à Justiça do Trabalho para compensar os danos sofridos enquanto estiveram sujeitos a esse tipo de prática.

Para a empresa, isso é especialmente preocupante, já que o assédio moral gera passivos difíceis de se quantificar, que dependem da extensão dos danos sofridos pelo empregado, bem como da empatia do juiz em reconhecê-los no processo judicial.

Indenizações por danos materiais

Eles são mais raros, mas também podem ocorrer em ambientes de trabalho onde o assédio moral é praticado. Por exemplo, quando grupos o praticam contra um funcionário, é comum que haja danos a objetos pessoais. Além disso, serão quantificados também os gastos com tratamentos psicológicos, fármacos e outros tipos de consequências materiais para o patrimônio do colaborador.

Termo de Ajuste de Conduta (TAC) pelo Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem a função de zelar pela justiça nas relações de trabalho. Ao receber denúncias de assédio moral institucionalizado em empresas e organizações, é possível a imposição de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

Basicamente, o TAC consiste em um acordo entre MPT e empresa, uma relação extrajudicial para alteração de práticas nocivas no ambiente de trabalho. No caso de descumprimento, podem gerar multas consideráveis para a organização.

Diminuição da produtividade de colaboradores

Trabalhadores sujeitos a assédio moral constante são menos produtivos, ficam desmotivados para realizar suas tarefas, não procuram melhorar sua capacitação profissional e, consequentemente, reduzem a produtividade de sua empresa. Ou seja, o assédio moral pode acarretar também redução indireta de rendimentos na empresa, especialmente se ele é naturalizado em várias equipes e ambientes.

Dificuldades na contratação de profissionais qualificados

Existem empresas que se tornam notórias em relação ao assédio moral praticado contra seus colaboradores. Esse tipo de reputação no mercado de trabalho é muito danoso, porque será cada vez mais difícil encontrar profissionais dispostos a participar de seus processos seletivos e se juntar ao time da empresa.

Como evitar o assédio moral no ambiente de trabalho?

Na prática, o que é possível fazer para mitigar essa conduta?

1. Capacitação e informação de gerentes e gestores sobre o que configura assédio moral

Como a prática do assédio moral é mais comum entre superiores e inferiores hierárquicos, é imprescindível informar gerentes e gestores da empresa acerca do conceito de assédio moral, da importância de evitá-lo e dos riscos que a empresa adquire ao permitir essa conduta. Neste contexto, cursos e palestras de capacitação para esses profissionais são uma boa opção.

2. Declaração expressa da empresa aos funcionários sobre o que é assédio moral

No ambiente de trabalho, é importante que a empresa tenha uma política expressa de repúdio e intolerância do assédio moral, como nos códigos organizacionais de ética e conduta. Inclusive, tornar essa definição mais acessível para empregados permite que eles denunciem imediatamente casos de assédio e essa conduta seja então solucionada.

Para a empresa, é melhor lidar com casos de assédio assim que eles aparecem, em vez de deixar que essa conduta perdure no tempo. Isso, porque a negligência da empresa em lidar com casos reiterados de assédio pode acarretar maior responsabilização e danos cada vez maiores para as vítimas.

3. Abrir canais de comunicação e feedback de funcionários

Tenha canais abertos de comunicação com seus funcionários. Normalmente, isso é feito pelos analistas de recursos humanos da empresa, que devem estar capacitados para lidar com esse tipo de conduta. Afinal, é difícil que um empregado relate isso a seus superiores, seja porque são eles os praticantes do assédio, seja por vergonha e medo de demissão.

4. Disciplinar condutas indevidas de assédio assim que elas aparecem

Não deixe que os casos de assédio moral perdurem ao longo do tempo nas equipes de sua empresa. Um dos aspectos para que essa conduta seja configurada como assédio é sua não eventualidade, ou seja, sua continuidade ao longo do tempo.

Se a empresa logo reprime e disciplina funcionários que praticam o assédio moral, a conduta cessa mais rapidamente e deixa de ser reiterada. Suas consequências financeiras, judiciais e de produtividade são então minimizadas, o que é o objetivo de qualquer empresa.

Com essas informações em mãos, fica mais fácil entender os possíveis impactos financeiros do assédio moral em uma empresa, bem como o que pode ser feito para evitá-lo. Ainda tem dúvidas sobre esse tema? Sugestões? Deixe aqui nos comentários! Participe!

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Postado em RH

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