Por que adotar remuneração estratégica na empresa?

A remuneração estratégica é uma política comumente adotada pelas empresas que buscam incentivar seus profissionais, especialmente os times de vendas.

Mas, de alguns anos para cá, essa estratégia tem sido ampliada e adotada de forma global em vários outros times dentro das organizações, considerando as particularidades e metas específicas de cada equipe.

A política de remuneração estratégica apresenta inúmeras vantagens para o negócio e também para os profissionais, visto que sua adoção traz ganhos em produtividade, motivação e impulsiona os resultados gerais da empresa.

Para ajudar o time de RH a entender melhor essa estratégia e superar os desafios de sua implementação, preparamos no post de hoje. Ao longo deste guia, você vai descobrir:

  • O que é a remuneração estratégica;
  • Quais são os benefícios da sua adoção para a empresa;
  • Quais são as vantagens para o time;
  • Como implementá-la na empresa;
  • Como o RH pode atuar;
  • Quais são os desafios da implementação.

Acompanhe o nosso conteúdo e saiba mais:

 

O que é a remuneração estratégica

A remuneração estratégica inclui uma série de benefícios financeiros que são oferecidos aos colaboradores da empresa de acordo com o seu desempenho, nível de produtividade, alcance de metas preestabelecidas ou resultados além da média, por exemplo.

Vale ressaltar que esse tipo de remuneração é variável de acordo com os critérios estabelecidos pela empresa e não deve ser confundida com o salário e os benefícios previstos por lei (como vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde etc.).

Estes, por sua vez, são ganhos fixos e firmados no contrato de trabalho, a não ser em empresas cujo contrato prevê remuneração totalmente variável (em que não há salário fixo, apenas comissões).

 

Planejamento da remuneração estratégica

Em geral, a remuneração estratégica pode ser feita de três formas: por meio de comissão, gratificação e participação nos lucros da empresa.

As comissões têm caráter habitual, ou seja, seu recebimento está associado a algum fato específico (como alcance de metas, por exemplo) que ocorre periodicamente.

A gratificação diferencia-se da comissão por estar, em geral, relacionada a algum acontecimento pontual (como os bônus concedidos por tempo de casa, por exemplo).

A participação nos lucros (PLR), como o próprio nome prediz, é uma remuneração proporcional paga igualmente a todos os colaboradores de acordo com os rendimentos da empresa em determinado período. Apesar de ser um benefício regulamentado por lei, seu pagamento não é obrigatório.

Há, ainda, a possibilidade de concessão de bens materiais como forma de premiação, como viagens, aparelhos eletrônicos etc., que também podem fazer parte da política de remuneração estratégica.

A CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) não estabelece limites dos valores pagos pela empresa aos colaboradores a título de bonificação ou comissão nem regras relativas à periodicidade desse tipo de remuneração.

No entanto, vale ressaltar que todos os rendimentos pagos em dinheiro devem ser devidamente lançados na folha de pagamento do funcionário, sobre os quais incidirão os devidos impostos.

 

Quais são os benefícios da sua adoção para a empresa

Há inúmeras vantagens na adoção da remuneração estratégica em uma organização, e isso reflete diretamente no mercado: a cada dia, aumenta número de empresas que adota essa estratégia para alavancar os negócios.

A adoção de um sistema de remuneração estratégica é um grande diferencial em relação à capacidade de retenção de talentos e atração de novos colaboradores para o time.

Por oferecer uma maior compensação financeira aos funcionários, a empresa é vista com bons olhos no mercado, atraindo mais profissionais dispostos a dedicar-se ao alcance das metas e melhores resultados.

Além disso, os colaboradores que já atuam na empresa também se sentem mais motivados a continuar em seu atual emprego, o que influencia diretamente na diminuição da taxa de turnover.

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Ao implementar uma forma de remuneração que tem como foco o desempenho individual do colaborador, tirando o foco do cargo que ele ocupa dentro da empresa, crescem as possibilidades de manter altos níveis de engajamento e de motivação.

Isso porque, sob essa perspectiva, os rendimentos que serão pagos no fim do mês são diretamente proporcionais à quantidade de esforço e dedicação, o que faz com que os funcionários tenham mais disposição para realizar os projetos profissionais.

Isso tem reflexo direto no aumento da produtividade de toda a empresa, visto que os colaboradores, tendo em vista um sistema claro de recompensa com base em seu mérito, investirão mais em suas tarefas, aumentando a qualidade de seu trabalho.

Finalmente, vale lembrar que o nível de motivação e engajamento da equipe também tem forte influência no clima organizacional. Colaboradores mais satisfeitos são mais gentis em seu dia a dia, contribuindo para a harmonia de todo o time.

 

Quais são as vantagens para o time

São muitas as vantagens da remuneração estratégica para os colaboradores. Como dissemos, um sistema de recompensas baseado em resultados afeta diretamente os níveis de motivação, o que faz com que se sintam mais satisfeitos com seu próprio desempenho.

Além disso, a remuneração estratégica funciona como uma demonstração de reconhecimento profissional, o que faz com que os colaboradores sintam-se mais valorizados por suas competências e esforços.

A valorização, por sua vez, resulta em mais motivação para evoluir, o que promove um processo constante de aperfeiçoamento e, consequentemente, mais chances de sucesso profissional.

Finalmente, um sistema de remuneração estratégica também afeta diretamente a qualidade de vida dos colaboradores. Isso porque a complementação da renda permite mais conforto e melhoras significativas nas condições de vida do funcionário e toda a sua família.

 

Como implementá-la na empresa

O processo de implementação de uma política de remuneração estratégica não é algo simples e necessita tempo e dedicação em todas as suas etapas — desde o planejamento, passando pelo desenvolvimento e, finalmente, sua execução.

Abaixo, listamos as principais ações que os gestores precisam tomar para criar uma política de remuneração estratégica de sucesso:

 

1. Mobilize todos os envolvidos

Como dissemos, para que a remuneração estratégica seja implementada com sucesso, é preciso estabelecer um planejamento detalhado, claro e completo.

Para tal, é necessário estudos que envolvem não apenas o setor de Recursos Humanos e o setor Financeiro, mas também os gestores de todos os times.

Assim sendo, o primeiro passo é mobilizar todos aqueles que terão participação direta no desenvolvimento do projeto junto à equipe de Recursos Humanos, que será a responsável por gerenciar o planejamento como um todo.

O Financeiro da empresa, por exemplo, é o responsável por analisar a quantidade de recurso monetário disponível para a nova política de remuneração e estabelecer limites de valores.

Os gestores dos times, por sua vez, ajudarão nas etapas de análise do perfil dos colaboradores e atuação de cada setor para o desenvolvimento de metas adequadas a cada contexto (como mostraremos mais adiante).

 

2. Revise a atual política de remuneração

O segundo passo é fazer um estudo detalhado da atual política de remuneração para identificar quais pontos precisam ser alterados e quais devem ser mantidos.

Vale lembrar, é claro, que a nova política de remuneração estratégica não pode alterar os valores de ganhos fixos preestabelecidos no contrato de trabalho.

Nesse momento, considere também conversar com alguns colaboradores em específico para ter um feedback mais realista sobre a atual política de remuneração e o que poderia ser melhorado. Esse contato direto pode trazer bons insights para o novo plano.

 

3. Estude o perfil dos colaboradores

Um fator importante a ser considerado antes de implementar essa estratégia é a análise do perfil comportamental dos colaboradores da empresa. Isso porque a reação de cada grupo pode variar conforme algumas características pessoais.

Colaboradores mais competitivos e que reagem bem sob pressão tendem a ver a remuneração estratégica com melhores olhos do que aqueles que têm uma postura mais rígida em relação às suas tarefas.

 

4. Considere as especificidade de cada time

Em geral, as políticas de remuneração estratégica são baseadas em metas específicas a nível individual ou de equipe, e cada equipe deve ter regras específicas nesse sentido.

É preciso lembrar que cada time executa funções muito particulares, o que influencia diretamente na forma em que essas metas serão estabelecidas e medidas.

Portanto, é necessário criar parâmetros específicos de acordo com o perfil de cada time, o trabalho que desenvolvem e como ele impacta nos resultados gerais.

 

5. Estabeleça os parâmetros de premiação

Os parâmetros de premiação podem ser baseados em inúmeros critérios, como desempenho, alcance de resultados específicos, nível de esforço, desenvolvimento de competências, tempo de casa etc.

A empresa pode usar um ou mais desses parâmetros como base para a remuneração estratégica. Um ponto importante é estabelecer metas que tenham relação com algum objetivo maior, que possam ser mensuradas e impactem diretamente os resultados da empresa a nível macro.

O mais indicado é adotar um sistema de metas atreladas não apenas ao desempenho individual, mas também  ao coletivo, o que contribui para aumentar a colaboração entre a equipe.

 

6. Atente-se aos aspectos legais

Como dissemos no início do texto, a remuneração estratégica não é uma política prevista nas Leis do Trabalho. No entanto, é preciso estar muito atento não só à forma como os benefícios serão pagos, mas também aos impostos que devem ser recolhidos na folha de pagamento.

Nesse momento, vale envolver no processo tanto o setor jurídico quanto o contábil para que a implementação seja feita de acordo com as leis.

A partir dessas ações, você poderá traçar um plano de remuneração estratégica de sucesso, alinhado às possibilidades financeiras da empresa, à necessidade dos colaboradores e aos valores da empresa.

Cabe ressaltar que uma política de remuneração estratégica realmente eficiente deve considerar também os desafios e os impactos negativos que a adoção dessa estratégia pode vir a trazer para os colaboradores, como veremos no tópico a seguir.

 

Quais são os desafios da implementação

Como mostramos nos tópicos anteriores, a adoção da remuneração estratégica tem inúmeros benefícios, tanto para o profissional individualmente quanto para a empresa como um todo. No entanto, também existem pontos que precisam ser considerados e tratados com a devida atenção.

Diante da possibilidade de crescimento de renda com base no desempenho, os colaboradores podem se cobrar além da conta, aumentando o nível de estresse.

Isso afetará diretamente sua qualidade de vida e sua saúde — e, a longo prazo, também o desempenho profissional.

Vale lembrar também que as condições de saúde física e mental dos colaboradores no ambiente de trabalho é de responsabilidade da empresa, que pode vir a responder judicialmente por eventuais danos à vida de seus funcionários.

O aumento da competitividade também pode afetar diretamente o clima organizacional, tornando o ambiente de trabalho hostil e afetando a convivência entre os colaboradores.

A ambição por atingir as metas acarreta também no aumento no número de horas-extras. Isso impacta diretamente o setor financeiro da empresa, visto que elas deverão ser pagas ou ressarcidas por meio de banco de horas, a depender do contrato feito entre empregador e empregado.

 

Como o RH pode atuar

O primeiro passo para superar esses desafios é pensando com muito cuidado na forma como a política de remuneração estratégica funcionará na prática.

Além da compensação financeira proporcionada pela remuneração estratégica, é preciso, de forma simultânea, elaborar políticas de manutenção de qualidade de vida e clima organizacional.

Muitas vezes, pode ser preciso fazer algumas restrições para que o nível de competitividade se mantenha dentro de um limite saudável e não haja impactos na qualidade de vida dos colaboradores devido ao excesso de trabalho.

Além disso, deve haver um compromisso com a conscientização do time a respeito da sua própria saúde e qualidade de vida, mostrando como os altos níveis de estresse associados ao excesso de trabalho podem afetar negativamente o desempenho profissional no longo prazo.

É preciso focar sempre no bem-estar dos colaboradores, com a ciência de que o capital humano de uma empresa é o seu maior bem. Afinal, são os colaboradores que fazem com que a organização se mantenha ativa e alcance o sucesso.

 

Como você pode ver, uma política de remuneração estratégica apresenta inúmeras vantagens, tanto para a empresa, que tem ganhos em produtividade e resultados, quanto para os colaboradores, que se sentem mais motivados e valorizados.

No entanto, ao mesmo tempo em que o incentivo financeiro é um sinônimo de valorização profissional, a busca inconsciente pelas bonificações pode afetar diretamente os níveis de estresse e a saúde dos colaboradores.

Por isso, é preciso encontrar o equilíbrio quando se trata de remuneração estratégica. Cabe ao time de RH atuar de forma estratégica diante desse desafio, unindo planejamento e ações específicas para a manutenção do bem-estar do time e do sucesso da empresa.

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