A admissão de empregados é um dos processos mais importantes da empresa. Devido à inúmera quantidade de detalhes, cada etapa exige uma atenção redobrada do RH, para assim evitar qualquer problema trabalhista futuro.

Isso porque uma rotina de admissão de empregados não para apenas no processo de seleção. Ela vai além com a análise de documentações, exames e ultrapassa as burocracias com a gestão de pessoas. Exigindo sempre uma boa integração do funcionário, treinamento, introdução ao código de conduta e etc.

Cada etapa se torna essencial no respeito às leis da CLT e para lhe ajudar nesse processo de admissão de empregador preparamos um artigo especial! Conheça cada detalhe e evite erros trabalhistas que podem ser custosos à empresa.

Confira!

Ainda é um processo burocrático

Mesmo com o RH tendo um papel mais estratégico no cenário atual das empresas, a burocracia ainda faze parte da rotina do setor. E uma das principais se refere às etapas do processo de admissão de empregados.

Quer saber quais são os detalhes burocráticos do processo? Te explicamos abaixo.

1. Etapa do recrutamento

O processo de recrutamento, desde a divulgação da vaga até o momento do primeiro contato com o colaborador, é parte importante na admissão de empregados.

É nesse momento que o recrutador tem o período de análise para escolher o perfil que melhor se adéqua a empresa. É a partir dessa dinâmica que o recrutador e a empresa começam a criar seu laço de confiança com o futuro contratado.

É nessa conversa que expõe as necessidades da empresa e também o que será oferecido pelo contrato (salário, benefícios, extras e etc.).

Desta forma, o recrutador tem como responsabilidade sanar todas as dúvidas do candidato para que ele tenha clareza sobre tudo que será oferecido pela empresa.

Logo, é essencial agir com respeito e ética diante de todos os direitos legais do colaborador.

2. Etapa de análise de documentação

Após o recrutamento, a empresa avisa o candidato sobre sua escolha e parte-se para o processo burocrático, que formaliza a admissão de empregados.

Nesta etapa o empregador solicita alguns documentos obrigatórios perante a legislação trabalhista na contratação.

Os documentos mais comuns solicitados pelas empresas na admissão de empregados são:

  • cópias do RG, CPF, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), comprovante de escolaridade, comprovante de residência e certidão de nascimento em caso de filhos de até 21 anos);
  • registro profissional, em caso de profissões que possuem essa exigência, como por exemplo advogado (registro da OAB) ou médicos (CRM);
  • certificado de alistamento militar para pessoas de 18 a 45 anos, do sexo masculino;
  • atestado de Saúde Ocupacional (ASO) – documento que atesta a saúde do profissional para exercer seu cargo e as funções determinadas;
  • CNH, caso a função exija o uso de veículos;
  • foto 3×4;
  • Se houver, declaração de dependentes;
  • título de eleitor e também o comprovante de votação das últimas três eleições.

A empresa tem até cinco dias para a devolução dos documentos do empregado, conforme prevê a lei lei Nº 5.553.

É importante ressaltar que no caso da carteira o tempo é menor, não podendo ultrapassar 48h para a devolução, segundo artigo artigo 29 da lei da CLT.

Deu pra perceber o quanto é burocrático essa etapa? Mas existem softwares capazes de facilitar as etapas da admissão de empregados. A Xerpa é um deles! Convidamos você a conhecer tudo o que oferecemos na nossa plataforma, clique aqui e descubra um novo RH.

Não podemos esquecer é claro do exame admissional, que pode variar conforme o cargo que o profissional irá exercer. Exames de visão e audição podem ser solicitados para resguardar a empresa em relação à saúde do colaborador em determinadas funções.  

3. Etapa do registro

Após a análise das documentações exigidas na admissão de empregados, o próximo passo é o registro do novo colaborador. Aqui considera-se tanto as marcações na carteira de trabalho como o registro eletrônico, livro ou ficha, previsto no artigo 41 a 48 da CLT.

Na ficha de registro do empregado precisa conter todas as informações referente ao empregador e empregado. Como por exemplo, salário, cargo, local de trabalho, horário e posteriormente férias, auxílio doença e etc.

4. Contrato de trabalho

É no contrato de trabalho que se formaliza o processo de admissão de empregados por escrito. É importante nesse momento conferir todos os dados, cláusulas e benefícios determinados pela empresa conforme acordado anteriormente.

Ele está previsto no artigo 442 da CLT, que explica tecnicamente o significado do contrato de trabalho perante a lei.

Art. 442 – Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.

Existem vários tipos de contrato pelo qual a empresa precisa estar atenta conforme suas regras. Os principais são:

  • Contrato de trabalho por tempo determinado (quando há uma data de término prevista);
  • Contrato de trabalho por tempo indeterminado (quando não existe um prazo para o término do acordo);
  • Contrato de trabalho temporário (esse tipo de contrato pode se estender por no máximo 9 meses e funciona em casos de transição ou substituição de funcionário);
  • Contrato de trabalho eventual (nesse caso não há vínculo empregatício. É um trabalho esporádico e por curtos períodos);
  • Estágio (também não há vínculo empregatício e o contrato funciona como um termo de compromisso com as funções a serem executadas, acordadas entre o empregador e o estagiário).

Agora é hora de gerenciar pessoas

Após todos os processos burocráticos de admissão de empregados serem cumpridos, a empresa deve dar a maior atenção possível a gestão de pessoas.

Essa etapa é fundamental para que o colaborador se integre o mais rápido possível a rotina da empresa.

Vamos agora conhecer algumas das fases que fazem parte da gestão de pessoas na admissão de empregados.

1. Integração e apresentação do colaborador

A integração é um dos primeiros passos para o sucesso do colaborador na empresa.

Apesar de parecer um detalhe simples, é a partir desse momento que o colaborador começa a se engajar com o que a empresa tem a lhe oferecer. É nesse momento também que ele tem o primeiro contato com os membros da sua equipe.

Se a primeira impressão é a que fica, é fundamental ter esse impacto positivo para o colaborador logo nos primeiros contatos dele com a rotina da empresa. Mas o que não pode faltar na integração?

Existem várias questões essenciais a serem planejadas nessa apresentação. Desde mensagem de boas vindas e apresentação para seus novos colegas, ao time, até a exposição da história da empresa, cultura, instalações, missão, visão e valores.

Cada detalhe é importante para que o colaborador se sinta acolhido e confiante com o novo desafio. É recomendável que a empresa não esqueça de considerar o período de adaptação, para assim fazer cobranças mais concretas sobre a atuação do profissional.

2. Introdução do código de conduta e cultura da empresa

O código de conduta e cultura da empresa é a base sobre o que o colaborador deve ou não fazer dentro da organização.

É através dele que a empresa pode expor regras, que de alguma forma alinhem o perfil do colaborador com a cultura da empresa.

Ninguém pode seguir aquilo que não lhe é exposto e apresentado. Portanto, não dá cobrar um colaborador por alguma conduta se você sequer apresentou a ele algum caminho que ele deveria seguir.

E essa introdução do código de conduta da empresa na admissão de empregados serve como um guia para os novos profissionais tomarem decisões diárias.

Sem contar que com a missão, visão e valores da empresa expostas ao colaborador, aumentam as chances de sucesso na integração e adaptação do profissional.

E esse código de conduta pode conter informações básicas como o dress code até de condutas em redes sociais ou linguagem em e-mails internos e para o cliente. Isso dá maior segurança ao colaborador na execução de suas tarefas.

3. Treinamento

Ter um colaborador preparado para executar sua função na empresa, esse é um ponto crucial para que a organização alcance bons resultados.

E esse caminho está intimamente ligado ao treinamento, que deve fazer parte da integração e admissão de empregados.

Reservar um período para treinar o colaborador na função é fundamental para engajá-lo com os objetivos da empresa. Quem trabalha sabendo exatamente o que tem que fazer, sem pontas soltas da execução, fica mais motivado na busca por resultados.

E essa formação, para deixar o colaborador preparado, vem com treinamento. E não pense que essa capacitação é apenas uma bonificação para o profissional, ela tem total impacto na rotina da empresa.

Isso porque com treinamento você terá profissionais mais preparados para a execução das tarefas. A formação teórica de um novo colaborador é muito importante. Porém, é fundamental que o treinamento faça parte desse processo de admissão de empregados.

Sem contar que qualquer forma de treinamento e capacitação, além de ser um processo de integração do novo profissional, impacta diretamente na produtividade. Já que o treinamento e as capacitações potencializam as habilidades da equipe.

Admissão de empregados: uma rotina obrigatória

O processo de admissão de empregados é uma rotina essencial para que a empresa evolua e evite problemas com a justiça trabalhista.

Por isso, é fundamental que a empresa possua uma equipe preparada, que conheça as suas necessidades e a lei da CLT – para que a etapa burocrática seja cumprida.

É importante também entender que o processo de admissão de empregados não termina na assinatura do contrato. A partir daí a empresa precisa assumir uma etapa referente à gestão de pessoas, para que o colaborador seja integrado corretamente na empresa.

Sendo assim, é essencial que um planejamento estratégico da empresa na admissão de empregados contemple não só a parte burocrática, mas também de gestão de pessoas.

Organizações que conseguem aliar os dois pontos tem mais chances de sucesso com seus colaboradores. Podendo assim retê-los por mais tempo na empresa e diminuir o turnover.

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