Ação ordinária: o que é e como começar a investir?

Ação ordinária

Uma ação ordinária é um ativo representado na bolsa de valores pela sigla ON. Ela é identificada sempre pelo dígito 3, que vem ao final da ação. Por exemplo: ações ordinárias da Petrobrás – PETR3, Vale – VALE3, AMBEV – ABEV3 e etc.

A bolsa de valores possui um leque infinito de possibilidades para quem decide se aventurar nela. Um dos investimentos mais comuns é em ações das empresas. Entre os principais modelos de ativos podemos destacar a ação ordinária e a ação preferencial.

Enquanto na primeira, você tem direito de voto e influência nas decisões da companhia; na segunda, você se torna um acionista preferencial na divisão dos lucros.

Uma pesquisa da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostrou que, entre março e maio de 2020, os fundos de ações captaram R$ 9,8 bilhões líquidos.

Apesar desse número promissor de investidores, para quem está começando a investir essas definições técnicas parecem um bicho de sete cabeças. Porém, entender o funcionamento dessas ações é mais fácil do que se imagina.

Por isso, para te ajudar no desafio de conhecer o processo de investimento em ações e dar um suporte para você começar a investir na bolsa de valores, vamos detalhar neste conteúdo o que é ação ordinária. Confira!

O que são ações?

Antes de falarmos sobre o que é ação ordinária, vamos definir o conceito de ação. Também conhecida como “papéis” no mercado, as ações são uma parcela ou fração do capital social das empresas.

Elas são negociadas na Bolsa de Valores e quem adquire uma ação se torna sócio dessa companhia. O principal objetivo para uma empresa lançar uma ação no mercado é expandir o negócio. Afinal, com a venda de suas ações está arrecadando dinheiro.

Atualmente, existem mais de 1,9 milhão de brasileiros com cadastro na Bolsa de Valores e muitos investem constantemente em ações. Comparado a 2018, a alta de participação dos brasileiros nesse mercado é de 164%.

As ações mais conhecidas do mercado são as ordinárias e preferenciais. Falaremos mais sobre elas a seguir:

O que são ações ordinárias?

Ação ordinária é um ativo representado na bolsa de valores pela sigla ON. Ela é identificada sempre pelo dígito 3, que vem ao final da ação. Por exemplo, ações ordinárias da Petrobrás – PETR3, Vale – VALE3, AMBEV – ABEV3 e etc.

Esse ativo dá direito ao acionista de participar de votações em assembleias da empresa. Isso quer dizer que ele tem influência nos rumos que a organização irá tomar no mercado.

É importante ressaltar que quanto maior o grau de participação do investidor na compra de ações ordinárias, maior o direito dele nas tomadas de decisão da empresa. No entanto, é bom que o investidor sempre consulte o estatuto da companhia.

Uma vez que o pequeno investidor pode ter maior ou menor influência nas decisões e o peso de seu voto pode ser maior ou menor, dependendo da empresa.

Em algumas, o investidor individual pode impactar diretamente nas estratégias da organização, até mesmo impedindo compras em fusões. Já em outras companhias a participação dos investidores individuais é bem pequena.

O que são ações preferenciais?

As ações preferenciais são denominadas pela sigla PN e quem adquire esses ativos têm preferência no recebimento dos lucros da organização. As ações preferenciais terminam com final 4. Exemplos: Petrobrás – PETR4, Itaú – ITUB4, Bradesco – BBDC4.

Ela também é conhecida no mercado por ter uma boa liquidez, ou seja, é mais fácil de comprá-la e de vendê-la no mercado.

Quais as diferenças entre a ação ordinária e a preferencial?

Conhecendo o significado da ação ordinária e da preferencial listamos abaixo as principais diferenças entre elas:

  • A ação ordinária permite direito a voto. Já a ação preferencial apenas voto restrito ou segue o estatuto;
  • A ação preferencial dá prioridade aos acionistas na divisão de lucros. A ação ordinária fica em “segundo plano”;
  • Ação preferencial tem maior liquidez que a ação ordinária;
  • A ação ordinária possui o tag along* e no caso da ação preferencial ela não é garantida por lei.

*O tag along é um mecanismo de proteção aos acionistas. Em caso de mudança no controle da companhia, venda da empresa, o acionista minoritário tem direito a receber pelo menos 80% do valor de cada ação, podendo chegar a 100%, dependendo do estatuto.

Dicas para investir em ação ordinária na bolsa de valores

O mercado de ações é repleto de desafios, portanto, é importante seguir algumas dicas básicas antes de começar a investir em ação ordinária com segurança. Confira algumas delas a seguir:

1. Defina seu perfil de investidor

Antes de decidir comprar uma ação ordinária, o investidor deve definir o seu perfil de mercado. É fundamental ter a clareza sobre isso para que as decisões sejam assertivas.

Pense e reflita se você tem:

  • um perfil mais conservador ou arrojado;
  • seus objetivos são de curto ou longo prazo? (OBS: a bolsa de valores, normalmente, contempla objetivos de longo prazo).

Atente-se também para a volatilidade e a liquidez, pois esses dois pontos podem fazer toda a diferença sobre qual o melhor momento para comprar ou vender determinada ação.

Quer saber mais para entender em qual perfil você se encaixa? Leia o artigo: ‘Como descobrir o seu perfil de investidor?’.

2. Faça uma análise do mercado

Escolher em qual empresa investir e se deve optar pela ação ordinária é um dos grandes desafios do mercado. A grande verdade é que não existe uma receita de bolo devido à volatilidade da bolsa de valores.

Todavia, é possível fazer dois tipos de análise de investimentos que tomam como base o mercado de ações. São elas: análise técnica e análise fundamentalista.

Elas servem principalmente como um objeto de referência para definir qual o melhor momento para negociar as ações. Fazendo projeções de valores ou de possíveis retornos.

A análise técnica leva em conta o gráfico de preços e o comportamento das ações no mercado para vislumbrar padrões e circunstâncias.

Já na análise fundamentalista se faz um estudo minucioso do lado financeiro da  empresa, levando em conta o fluxo de caixa, balanços patrimoniais, perspectivas de crescimento e influência de fatores como juros e inflação.

3. Conheça as regras de governança

Outro passo importante antes de investir em ação ordinária ou de outro tipo é entender as regras de governança do mercado.

  • Qual será a reputação da companhia em que você quer investir?
  • Ela é bem administrada?

Muitas empresas de capital aberto aderem a um conjunto de regras, chamada de governança corporativa da B3, para colocarem suas ações na bolsa de valores. Isso tudo para atrair mais investidores e oferecer maior segurança a esses futuros acionistas.

Essas regras de governança permitem uma visão melhor sobre a segurança do investimento.

Permitindo ao acionista que visualize seus direitos a partir daquele investimento como sua influência nas tomadas de decisão, acesso aos balanços, prestação de contas e igualdade no trato dos investidores da companhia.

Estar atento a essas regras pode fazer toda a diferença futuramente caso haja necessidade de cobrar algo com base na legislação. Evitando possíveis abusos de empresas que negociam suas ações sem aderirem esse conjunto de princípios.

4. Informe-se sobre a liquidez dos ativos

A liquidez dos ativos também é um ponto importante para definir sua atuação dentro da bolsa de valores. Nessa escolha tem que ser levado em conta o seu perfil de investidor.

A ação ordinária tem uma liquidez menor que a preferencial. Pois, a ação preferencial oferece uma facilidade maior de compra e venda na bolsa, permitindo até que o retorno sobre o investimento seja mais rápido.

Em ações ordinárias é comum que os investimentos sejam de longo prazo, principalmente pela garantia do tag along.

5. Escolha a melhor corretora

Para realizar investimentos na bolsa de valores é necessário que o investidor crie uma conta em uma corretora que esteja apta e autorizada a atuar na bolsa.

O mercado está repleto de opções e escolher a melhor nem sempre é tarefa fácil para quem está iniciando a vida na bolsa de valores. Por isso, se atente a reputação da corretora no mercado e aos seguintes pontos para fazer a escolha correta:

  • Qual a taxa de corretagem;
  • Facilidades da plataforma para as negociações;
  • Se a instituição oferece Orientações sobre investimentos;
  • Como são os relatórios gerados sobre os investimentos realizados;

Com base nessas informações e alinhado ao seu perfil fica mais fácil de definir a corretora mais próxima de atender seus objetivos.

Investimento é planejamento

Investir em ações requer antes de tudo planejamento. É impossível, mesmo que para um investidor inicial, entrar na bolsa de valores sem conhecer nada. Até porque as chances de perder dinheiro serão enormes.

Um dos primeiros passos é entender as ações e o que cada uma delas representa. No caso da ação ordinária podemos dizer que ela é destinada principalmente para quem deseja ter voz nas decisões da empresa.

Dado que o direito de voto em assembleia lhe dá essa possibilidade, podendo influenciar em investimentos, compras e vendas da companhia.

Além disso, a ação ordinária costuma atrair quem pensa em investimentos de longo prazo, principalmente pela garantia proporcionada pelo tag along.  Em contrapartida se você pensa em liquidez a melhor opção são as ações preferenciais.

Portanto, antes de investir avalie o momento do mercado, trace o seu perfil de investidor, contrate uma boa corretora de valores e leve em conta as opiniões de quem entende do assunto.

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Entendeu como funciona a ação ordinária e a preferencial? Deixe um comentário no post falando sobre qual o tipo de ação mais te atrai.

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